Com o PSD e através de não
sei quantos PEC's e do Orçamento,
Sócrates e o PS já decidiram
e impuseram tudo o que de mais
importante havia para decidir.
Na mesma altura em que milhares de compatriotas seus faziam piquetes na greve geral e centenas de milhares aderiam a esta magnífica jornada de luta, a jornalista Fernanda Cãncio postava no seu blog - o «jugular» - um post apenas assim :
sede da cgtp intersindical nacional
f.
Claro, como é próprio dos cobardes, o post é elíptico e estupido mas dá para perceber que só pode ser querer ser ofensivo e é velado mas dá para perceber que só pretender ser mesquinho. Em suma, em dia de greve geral, a senhora jornalista Câncio dedicou-se ao tricot blogosférico nos termos que se vêem.
Sinceramente, uma vez sem exemplo,acho que a autora desta «gracinha» merece que a sua cara fique junto a ela. E, já agora, não f., mas f_ _ _- _ _ !
A não perder, de modo nenhum aqui,
na segunda parte do Telejornal
de 20/11 da RTP,
dos 8,03 m. aos 10.30 m,
a memorável ilustração televisiva
do Ministro das Obras Públicas
e do respectivo secretário de Estado^
a repetirem linha por linha
o mesmo discurso,
para o mesmo Congresso
e para a mesma assistência.
Entre o incrédulo, o aparvalhado e o boquiaberto, leio no Diário de Notícias que, numa sessão evocativa do 30º aniversário da morte de Sá Carneiro, conjuntamente promovida pelo PSD e pelo CDS em 4 de Dezembro, vai ser projectado um filme sobre como teria sido Portugal se o desastre de Camarate não tivesse ocorrido com as consequências mortais que se sabe.
É claro que ainda é cedo para antever que carreira internacional estará destinada a este filme, presumindo eu que seja ao mesmo tempo um documentário e uma obra de ficção, mistura de géneros que só por si promete e que, se não fizer chegar a cinematografia portuguesa aos Óscares, talvez, pelo menos, eu possa escrever ao Robert Redford para o aceitar no prestigiado Festival de Sundance.
De qualquer forma, é nestas alturas que não devemos ser mauzinhos nem mesquinhos e antes devemos reconhecer que, se em Portugal há quem consiga fazer um filme com este script, então nem tudo está perdido.
É que, interpelado como teriam sido as coisas em Portugal se Sá Carneiro não tivesse morrido naquele funesto dia, por mais carradas de Ecstasy que me dessem, eu só conseguiria responder isto: se Sá Carneiro não tivesse falecido em 4 de Dezembro de 1980, estaria vivo... ou não.
Este vídeo documenta, para a história da infâmia, da ilegalidade e da prepotência em democracia, o momento em que, a mando da Câmara Municipal do Porto, era retirada uma tela de apelo à greve geral da fachada do sede da União dos Sindicatos do Porto.
A somar a toda a série de desvarios que a imprensa tem atribuido às polícias (parece que ninguém se lembra que elas dependem do Ministro da Administração Interna e este de Sócrates) a pretexto da Cimeira da NATO, esta acção porventura de funcionários da Câmara ou da sua polícia municipal faz-me subir a mostarda ao nariz e, pura e simplesmente, acho que nada disto pode, depois da Cimeira ou da greve geral, ficar em banho maria.
A seu tempo, lá irei. Mas, para já, neste caso que o vídeo documenta, o que me importa, o que espero, o que desejo e o que quase exigo é que a União dos Sindicatos do Porto leve esta agressão e prepotência muito a sério e leve os responsáveis por elas a responder em tribunal.
Para além de todas as outras razões, porque o filme que está correndo mostra bem que «eles» onde acharem que é mole vão carregar mais.
No "Diário de Notícias" de hoje: «Mulheres inspiram-se nos mineiros para protestar contra a perda dos seus empregos. Estão em greve de fome.Se 33 homens conseguiram manter em suspenso um país e o mundo até serem resgatados das profundezas da mina de São José, no Chile, 33 mulheres esperam conseguir pelo menos chamar a atenção para os seus problemas. Na terça-feira, entraram como turistas na mina de carvão desactivada El Chiflón del Diablo, em Biobío. Após a visita guiada, informaram que não pretendem sair enquanto não forem ouvidas, e entraram em greve de fome.
Em causa está a perda de mais de 12 mil postos de trabalho, criados como parte de um programa de limpeza e reconstrução nas regiões de Biobío, O'Higgins e Maulo após o sismo de 27 de Fevereiro. O abalo, seguido de tsunami, devastou parte do litoral e das principais cidades do centro-sul do Chile, causando a morte a 521 pessoas e deixando prejuízos avaliados em 22 mil milhões de euros»(ler o resto aqui).
E, com todo o respeito pela diferença de situações,
não vejo motivo para que este assunto
não mereça também um vídeo assim:
Este «post» destina-se apenas, a de forma muito curta, pôr em evidência um dos mistérios deste nosso tempo que, aliás, daria vontade de rir se não desse vontade de lacrimejar um pouco.
É que, como temos visto, por um lado, temos uma NATO que, mesmo com o seu actual «conceito estratégico» já se arroga o direito de intervir militarmente em qualquer parte do mundo, portanto, por cima de todas as fronteiras que são exteriores ao espaço geográfico onde nasceu (não esqueçamos que a coisa se chama North Atlantic Treaty Organization). Mas, para realizar uma Cimeira da NATO em Portugal, já é preciso restabelecer momentâneamente o controlo nas fronteiras portuguesas.
E, sequencialmente, temos asssim que o nosso amado país não tem fronteiras para controlar por exemplo a qualidade de alimentos importados mas já as tem por causa de uns difusos anarquistas armados até aos dentes de panfletos, estiletes e catanas (ai, a ressonância histórica desta palavra) size M.
Tinha-me passado mas ainda vou a tempo de vos contar que aqui, o blogger (que também é historiador) Rui Bebiano, depois uma longa e agressiva prosa sobre o PCP, sobre o Avante! e sobre um suposto « ataque pessoal a Ana Gomes e a Francisco Louçã» contido numa crónica de Jorge Cordeiro no jornal do PCP (é favor ler a crónica aqui porque dou alvíssaras a quem lá descobrir qualquer «ataque pessoal» seja a quem for), alinhava esta sentença meio lamúria meio truque de vitimização : «Claro que o facto de eu não gostar de ler o Avante!, e de não recomendar a outros que o leiam, não significa que aquilo que escrevo neste blogue e que refira de algum modo o PCP não seja imediatamente objecto de escrutínio e, como não poderia deixar de ser pois essa é «a escola», de algumas campanhas difamatórias. O mesmo acontecerá eventualmente com este post. A verdade é que até posso escrever 324 que falem do tempo que tem feito na ilha de Páscoa, do campeonato de críquete no Paquistão, de um filme inédito com o Buster Keaton e dos chilreios dos passarinhos, mas se ao tricentésimo vigésimo quinto escrever a palavra PCP toca algures uma sirene de aviso e os bombeiros-incendiários de serviço descem pelo varão para se meterem no carro e saírem a alta velocidade pelas ruas mal iluminadas da blogosfera. Vida difícil a deles. Mas foram eles quem a escolheu.»
E, como ele escreveu isto, cheio de medinho de passar por «bombeiro-incendiário», nem tenciono escrever sobre que treta de democracia seria esta em que os Bebianos escreveriam quantas vezes e como quisessem sobre o PCP, os comunistas e o Avante! mas já qualquer resposta de comunistas seria um pérfido «ataque» filho de uma doentia vigilância de uma qualquer «brigada». E é também tomado pela bebiana intimidação que não tenciono escrever que era só que faltava que, lá por causa do BE e do PS poderem ser, num tempo futuro, aliados do PCP, os dirigentes comunistas ficassem impedidos de criticar Ana Gomes ou Francisco Louçã que nunca na vida deixaram de fazer o mesmo ao PCP sempre que lhes deu na real ganha. E, finalmente, é ainda por receio das palmatoadas blogosféricas do Bebiano, que não tenciono escrever- nem pensar, porra! - que de toda a prosa do blogger coimbrão o que mais tresanda é uma triste e indigna miséria de cultura democrática.
E, como não escrevi nada disto, espero que o Bebiano desta vez fique pelo menos com um mediano contentamento. Passar bem, senhor Professor.
Trata-se de Les Vivantes et les Morts, série escrita e realizada por Gerard Mordillat para o canal de televisão France 2, onde passou em cinco episódios de 8o minutos cada.
Sinopse: « Rudi et Dallas travaillent à la Kos, une usine de fibre plastique. Le jour où l’usine ferme, c’est leur vie qui vole en éclat, alors que tout s’embrase autour d’eux. A travers l’épopée d’une cinquantaine de personnages, « Les Vivants et les morts » raconte l’histoire d’amour d’un jeune couple, Rudi et Dallas, emporté dans le torrent de l’histoire contemporaine. Entre passion et insurrection, les tourments, la révolte, les secrets de Rudi et Dallas et ceux d’une ville où la lutte pour la survie dresse les uns contre les autres, ravage les familles, brise les règles intimes, sociales, politiques. Dans ce monde où la raison financière l’emporte sur le souci des hommes, qui doit mourir ? Qui peut vivre ?»