16 de maio de 2014
13 de maio de 2014
José Vítor Malheiros e a «conveniência» de bater em todos

Em artigo no «Público» de hoje, o prestigiado jornalista, lúcido comentador e respeitável homem de esquerda José Vítor Malheiros, além de afinfar umas valentes rabecadas no PSD, no CDS e em Paulo Rangel e de destilar um ácido remoque sobre o BE, escreve isto sobre o PS:
«
Vamos ter (…) doze dias de de discursos absolutamente vazios de
conteúdo do PS, dando uma no cravo e outra na austeridade, sempre
empenhado em atacar o governo com veemência ma
non troppo, num daqueles exercícios de hipocrisia e de
língua de trapos que são a razão do crescente desencanto dos
cidadãos com a democracia (...)» e que «vamos ver (…) Francisco
Assis (…) a tentar mostrar que qualquer política com o mínimo
cheirinho de esquerda pode conduzir a um cenário dantesco e como não
seria preciso muito para que o PS fizesse uma vaquinha com os
partidos do governo».
Mas,
depois disto, consegue escrever assim sobre a CDU :
«
E ao lado [do Bloco] vamos ter a
CDU, cujo esperado aumento de votos irá caucionar a sua pose
isolacionista e reforçar a sua convicção de que é imprudente e
precipitado sonhar com uma solução governativa à esquerda antes de
2060».
Ora,
confrontando estas duas citações, pode acontecer que José Vítor
Malheiros, num momento de má avaliação da inteligência dos seus
leitores, provoque afinal dois tipos de reacções:
- uma é que muitos eleitores aplaudam a atribuida «pose isolacionista» da CDU na medida em que ela significaria uma clarificadora, higiénica e saudável distância da «hipocrisia» e «língua de trapos» do PS e da sua manifesta propensão para «fazer uma vaquinha com os partidos do governo»;- a outra é que muitos leitores, que não vêem nenhuma pose «isolacionista» na CDU, compreendam lucidamente que o que a CDU não tem são os poderes mágicos que lhe permitam modificar a ostensiva realidade que está na origem das duras caracterizações que José Vítor Malheiros faz da orientação e postura do PS e do seu primeiro candidato a estas eleições para o PE.
Concluo
dizendo apenas que não há coisa mais imobilista do que esta
«conveniência » de bater em todos e esta cómoda tentação de
repartir artificialmente as culpas por todas as aldeias.
3 de maio de 2014
Margarida, por favor leve o Vasco ao oftalmologista !
«A UGT conseguiu juntar
algumas centenas de pessoas
à volta da Torre de Belém e a
CGTP juntou um milhar ou dois
na Alameda Afonso Henriques»
algumas centenas de pessoas
à volta da Torre de Belém e a
CGTP juntou um milhar ou dois
na Alameda Afonso Henriques»
-Vasco Pulido Valente,
hoje no "Público"
hoje no "Público"
26 de abril de 2014
No "Expresso", uma Fátima qualquer coisa repete contra Soares uma velhíssima calúnia do fascismo
Trata-se nem mais nem menos da falsidade caluniosa e porca lançada pelo fascismo de que, durante a visita de Marcelo Caetano a Londres, Mário Soares teria pisado a bandeira nacional. Parabéns " Expresso", 40 anos depois do 25 de Abril, não há nenhum comunista que escreva nas tuas páginas mas nela ainda ressoa a voz da PIDE e do fascismo.
25 de abril de 2014
Histórico: capa do «i» celebra 25A com um Especial Chivas Regal
12 de abril de 2014
De Vasco para Vasco ou como a gratidão não deve proibir a franqueza
«Falhou a organização dos portugueses, principalmente os partidos políticos. Falharam rotundamente. Os partidos acabaram por transformar-se em agências de empregos e agências de conquista do poder pelo poder. Criaram um sistema em que vão das jotas ee começam a ter empregos assim que têm 20 anos, bem remunerados, muitos deles. Basta comparar os vencimentos dos assessores dos ministros com 20 e poucos anos com os de coronéis, professores universitários, médicos». (...) Fala-se no arco da governação e eu falo do arco do sistema . Todos eles estão interessados em manter o sistema porque lhes convém e por isso é difícil dar a volta a isto.»
Vasco Lourenço,
em entrevista ao jornal «i»
Lido isto, eu só pergunto :
Como se sentiria Vasco Lourenço se eu o metesse a ele numa mesmo saco générico de «os militares» em que também entrassem Spínola, Rafael Durão e outros que tais ?
10 de abril de 2014
Rentes de Carvalho rente à fantasia
Em entrevista ao Díario de Notícias de 5 de Abril, o celebrado escritor J. Rentes de Carvalho, lá para o fim, afinfou esta afirmação : « Para mim, Cunhal continua fascinante, tanto pela personalidade como pelo facto de, tão ortodoxa e rabidamente comunista, ser também familiar de quem era. Há material de teatro no facto do líder do PCP ter sido cunhado de António Gonçalves Rapazote, ministro do Interior de Salazar e patrão da PIDE».
Achei isto estranho e contei isto ao meu paizinho mas infelizmente os comentários que ele fez sobre o escritor e a esta sua afirmação são impublicáveis.
Se a afirmação fosse verdadeira, não haveria nenhum problema, até porque ninguém escolhe os cunhados. A sua importância está porém apenas em que é fantasiosa e falsa.
Na verdade, e deixando agora de lado a evidência de que nem todos os Cunhais, como os Sousas, têm de ser família, qualquer sitio de genealogia explica que Gonçalves Rapazote foi casado com uma Maria Alice Cunhal Patricio que não era irmã de Álvaro Cunhal. E a irmã deste, Maria Eugénia Cunhal, foi casada não com o irmão de Gonçalves Rapazote mas com o médico Fernando Medina.
O escritor Rentes de Carvalho fica assim comprovadamente sem «material de teatro» e, na medida em que a idade lhe permitir, devia desistir de levar para as entrevistas elementos de ficção.
23 de março de 2014
"Público " impresso e online : descubra a diferença
11 de março de 2014
7 de março de 2014
O "Le Monde" e a "revolução azul" em Portugal
[tradução automática do Google] - Lisboa, 7 de Março de 2014 - Para surpresa de todo o mundo, na sequência de uma enorme e irada manifestação de polícias que desembocou numa invasão e ocupação do Parlamento, o governo de Portugal foi ontem derrubado e substituido por uma "Comissão Provisória de Regeneração Nacional" que já intimou o Presidente da República a convocar eleições legislativas antecipadas e que se proclama dirigente de uma «revolução azul" (numa óbvia relação com a cor das fardas policiais). Embora exprimindo as suas preocupações com a situação criada, tanto a União Europeia como os EUA já reconhecer o novo poder, limitando-se a fazer votos que a legalidade constitucional seja reposta logo que possível. O português Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, declarou que esta atitude da UE se justifica plenamente por comparação com a adoptada no caso da Ucrânia, tanto mais que «em Lisboa, ao contrário de Kiev, os manifestantes não tinham armas, não houve nem snipers nem disparos nem mortos». Por sua voz, Thomas Paxton, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano situou as alterações políticas registadas em Portugal num quadro de «mal estar social generalizado» e disse esperar que Portugal «honre todos os seus compromissos internacionais».
23 de fevereiro de 2014
Passos com Relvas: tão mal no Coliseu como nas sondagens
21 de fevereiro de 2014
Para estes tempos amargos, talvez os bombons de Brel há 50 anos
5 de fevereiro de 2014
2 de fevereiro de 2014
A maioria sentiu-se LIVRE para não aparecer e/ou não votar
«Dos 250 congressistas anunciados, apenas votaram 94 pessoas, 89 das
quais a favor da lista (única) de Rui Tavares para o grupo de contacto
(órgão executivo) e cinco abstiveram-se».
(no «Público)
(no «Público)
Enfim, um belo e entusiasmante começo !
18 de janeiro de 2014
Hoje também homenageio a memória de Ary mas quero lembrar a Tonicha
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