11 de dezembro de 2013

Rui Rio não anda a ler o seu amigo Pacheco Pereira

Como ele até refere a eventualidade de uma revisão da Constituição para alcançar este desiderato que deseja, então está claro que Rui Rio não partilha da sensata ideia de que a mais expedita maneira de resolver a questão é o governo não aprovar medidas passíveis de declaração de inconstitucionalidade. Assim sendo, só posso concluir que Rui Rio não tem lido o que o seu amigo Pacheco Pereira tem escrito sobre a campanha contra o Tribunal Constitucional e sobre a legitimidade do recurso a este tribunal.

6 de dezembro de 2013

O "Público" ou a pior (sobre)capa do mundo

Eu pertenço à família política do punho direito cerrado e levantado e, além disso, posso imaginar o que é a aflição de arranjar às nove da noite uma sobrecapa e acrescentar mais umas páginas a uma edição provavelmente já fechada. Mas isso não me impede, gostos, de considerar esta sobrecapa do "Público" de hoje a mais infeliz de todo o mundo. Porque é um punho levantado e cerrado mas profundamente desumanizado. Se fosse eu a fazer isto, não faltaria quem dissesse que estava doente de colectivismo e que só queria celebrar a luta omitindo o rosto e a humanidade dos que a travaram.


Para mim, esta sim
é uma grande capa




27 de novembro de 2013

Quando a publicidade faz política e é mais radical do que eu

Como qualquer pessoa que passe por uma banca de jornais poderá ver, o «Público» traz hoje uma capa publicitária sobre a rotulagem pessoal de uma conhecida marca de whiskies cuja base fundamental é a que consta da imagem acima.

Repare-se bem: garrafa igual, conteúdo igual, tudo igual, só mudam os nomes (Tozé - quem será ?- e Pedro - quem será ?).

Fico agora à espera que as hostes do PS protestem junto da marca e da agência de publicidade contra este acto de sectarismo que nem eu próprio cometeria tal e qual.

22 de novembro de 2013

LIVRE - ou um gesto que diz muito !



Na peça do "Público" sobre a sessão de ontem na Aula Magna. leio - já não sei se com espanto se com um encolher de ombros que  «Até o proto-partido Livre - promovido pelo eurodeputado Rui Tavares - se fez representar na distribuição de panfletos à entrada».

Ora, como todos sabemos e não se trata de negar isso, qualquer um é livre de ir distribuir panfletos para a porta de iniciativas alheias (grupos esquerdistas são especialistas em aproveitarem manifestações unitárias para isso, debaixo do sagrada príncipio de que uns juntam as massas e outros distribuem-lhes propaganda) mas manda o mais elementar decoro político que certas coisas não se façam.

Por uma questão de educação e para não ficar a  mancha - mais importante do que parece - de mesquinhos e rasteiros aproveitamentos.

O que não se diria se - hipótese absurda - militantes comunistas tivessem ido para a porta da Aula Magna distribuir o último folheto do PCP contra a política do governo !

P.S. : como a imprensa parece estar muito distraída, aqui fica uma pergunta: de entre a lista de oradores na sessão de ontem quem é que realmente representou o PS nos mesmos termos  em que Ruben  de Carvalho representou o PCP ou Marisa Matias representou o BE.?

28 de outubro de 2013

Carrilho: a "morte" de um grande "artista" ou o fim de um imenso "bluff"

E não querendo, por razões de decência e higiene, acrescentar mais nada, só digo que acaba de nascer uma nova expressão popular:

«Cá para mim,
vens de carrilho»

26 de outubro de 2013

Carlos do Carmo ou pode ser que sim mas...

... mas só vi esta chamada na 1ª página do Expresso e o meu pai jura que  ouviu o Carlos do Carmo a cantar o «Canoa» na 1ª Festa do Avante em 1976 e que militantes e amigos do PCP formaram uma coisa chamada «Fado de Abril» que era muito solicitada para todo o país.

24 de outubro de 2013

Bárbara e Manuel Maria ou o reverso da medalha

Pois é, quem quis tanta publicidade no casamento (lembram-se que Carrilho até vendeu ao Expresso o exclusivo das fotos do casamento) agora não pode querer siilêncio ou discrição no divórcio. É a vida, como dizia o outro.

20 de outubro de 2013

Os bons profisionais da LUSA que me desculpem mas...

... se foi uma fonte do Ministério da Administração Interna que «soprou» isto a um jornalista da LUSA, então isso devia ter sido dito na notícia. De outra forma, o que fica é que um jornalista da LUSA escreveu o que está no segundo parágrafo, um chefe leu e, pelo menos num jornal, também houve quem deixasse passar, todos  espantosamente esquecidos de que, quanto mais não seja, com a entrada em vigor da Constituição, todo este tipo de legislação ficou automaticamente revogado.

Adenda posterior: Está escrito, escrito está mas tudo indica ter-se tratado de uma «gralha», ou seja escreveu-se Decreto-lei 406 era de 1934 quando se quereria escrever que era de 1974.

5 de outubro de 2013

Desculpem a linguagem mas quando a capa e 3 páginas do suplemento de um jornal se transformam num escarro...

Suplemento de hoje do «i» com capa e três páginas (estas com uma prosa alarve de um tal Luís Rosa) de promoção do «romance» do Milhazes.

4 de outubro de 2013

Não percam o bom perder de uma lista «independente»


«Nota negativa para a abstenção, que aumentou e para o facto de o movimento independente de Beja ter recebido apenas 750 votos. Nunca teria um grande resultado, é certo, mas 4,38% do total dos votos é muito pouco, revelando falta de evolução democrática nas pessoas da cidade, uma vez que a campanha foi muito bem conseguida e organizada.»