27 de agosto de 2013
26 de agosto de 2013
24 de agosto de 2013
Rapaziada vagarosa: CIA demora 60 anos a admitir o que toda a gente estava farta de saber
15 de agosto de 2013
O que José Milhazes não foi capaz de acrescentar
Em recente entrevista ao «i», o jornalista José Milhazes refere as circunstâncias em que foi para a União Soviética mas não foi capaz de dizer algo parecido com aquilo que eu acrescentei a castanho.
13 de agosto de 2013
Saibam para que pode servir o valor supremo da dignidade humana
17 de julho de 2013
Encontro BE-PS: parece que não correu bem, agora imaginem que...
14 de julho de 2013
Mais uma do inenarrável Monteiro
Pondo a tocar uma cassete cheia de bafio , em prosa no Expresso online Henrique Monteiro atira-se aos Verdes e fundamenta toda a sua diatribe no facto de aquele partido nunca ter concorrido sózinho a eleições.
Fico à espera que Henrique Monteiro me conte a que eleições é que a ASDI (com quem o PS se coligou na FRS em 1980), e que era dirigida por Sousa Franco, concorreu antes de 1980 e se depois dessas eleições, os seus deputados eleitos nas listas da FRS não ocuparam os seus lugares e não exerceram todos os direitos que os Verdes tem exercido.
11 de julho de 2013
Tantas notícias sobre a Bolívia e as FARC e nunca nos contaram isto !
enterrados não certamente assim...
... mas talvez assim
O facto de estar longe de ser um apoiante de todas as orientações ou métodos das FARC não me impede de registar que alguns jornais portugueses e estrangeiros dão hoje a notícia de que o Conselho de Estado da Bolívia revogou a decisão tomada há 11 anos de dissolver a União Patriotica - considerada um partido próximo das FARC - alegando que a comisão eleitoral que tomou tal decisão não ponderou o «genocídio político» de que aquele partido tinha sido alvo. As notícias explicam depois que «os primeiros assassínios aconteceram logo em 1986, meses depois da UP se estrear nas legislativas com a eleição de 14 senadores e congressistas. Na década seguinte, três mil militantes e dirigentes - incluindo dois ex-candidatos presidenciais e oito congressistas -foram mortos pelas forças de segurança, paramilitares de direita ou narcotraficantes ».
Cá e no estrangeiro li milhares e milhares de palavras sobre Ingrid Betancourt mas só agora me deram a ler estas. Porque será ?
9 de julho de 2013
É impressão minha ou estão bronzeados, perdão, queimados ?
8 de julho de 2013
4 de julho de 2013
Se perguntar não ofende, pergunto a Pacheco Pereira...
(...)Do outro lado, da esquerda, o PCP tem-se mostrado um deserto ideológico e
político, preso numa linguagem de pau, em que o “Pacto de Agressão” é
uma versão de como a escolástica se sobrepõe ao debate (...)
José Pacheco Pereira aqui
E eu, que até sou um adepto do
«nem sempre sardinha, nem sempre galinha» pergunto:
«nem sempre sardinha, nem sempre galinha» pergunto:
porque é que
"memorando de entendimento» ou
«memorando da troika»
repetidos mil vezes não são
"língua de pau"
"língua de pau"
mas
«pacto de agressão»
repetido cem vezes
já é «língua de pau» ?
Será que convém que o debate se faça apenas em torno de definições brancas e neutras ou, pelo contrário, não será que é com caracterizações claras que melhor se pode debater ?
28 de junho de 2013
A última de Vasco Pulido Valente Correia Guedes
Com aquela empáfia que faz parte do seu código genético (embora os seus respeitáveis pais estejam absolutamente inocentes), Vasco Pulido Valente termina hoje no "Público" a sua crónica sentenciando, como sempre sem apelo nem agravo, que «a greve geral não passa de uma homenagem obsoleta a uma tradição morta». Confesso a minha poderosa e devastadora desilusão. É que eu estava à espera que quem está sempre a conduzir-nos para as experiências e lições do século XIX português tivesse acrescentado algo como «O que, aliás, já acontecia no tempo de Fontes Pereira de Melo».
24 de junho de 2013
Quando Rui Tavares facilita numas coisas e complica noutras
O eurodeputado Rui Tavares, em entrevista ao «i», volta hoje a insistir na sua mais recente guitarrada, ou seja, a de que nem vale a pena discutir a saída do euro porque, segundo ele, para um país sair do euro seria preciso uma alteração dos Tratados e a sua (difícilima) ratificação por todos países da União Europeia, pelo que, também segundo ele, a única decisão que Portugal pode livremente tomar seria sair da União Europeia.
Ora, parece-me a mim que, a este respeito, há três coisas que Rui Tavares manifestamente esquece ou não conta:
1ª : que, se fosse caso disso, as situações de facto criadas pela vontade de um Estado podem ter mais força que a letra dos Tratados;
2ª: que, o pessoal da União Europeia, cujas artes jurídicas têm uma longuíssima tradição, como bem se viu quando desarrincaram soluções jurídicas para contornar o «não» em alguns referendos, certamente não deixariam de ajudar Portugal a arranjar um esquema ou escapatória qualquer;
E, sobretudo, 3ª : que Rui Tavares das muitas vezes em que andou a defender que os portugueses elegessem por sufrágio popular o chefe da REPER portuguesa em Bruxelas nunca se lembrou que para isso era preciso alterar a Constituição portuguesa e também das muitas vezes em que tem defendido que haja um Chefe de Governo europeu eleito directamente pelos cidadãos dos 27 países nunca se lembrou nem escreveu que, para isso, também os Tratados teriam de ser alterados e ratificados pelos Parlamentos dos 27 países da UE e que, em quase todos, seria preciso operar revisões das suas Constituições.
Chama-se a isto coerência de argumentação.
20 de junho de 2013
Explicação caridosa a um totó chamado João Miguel Tavares
Hoje, na última página do Público, o único clown político contratado para aquele espaço, de seu nome João Miguel Tavares, escandaliza-se por, numa sua fulgurante descoberta, ter encontrado na Net um texto da FENPROF que salienta que «o governo português aposta numa política de onde se destacam a redução do défice público, a privatização de serviços, uma forte ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e a perversão dos próprios serviços públicos com a introdução de modelos ditos de gestão empresarial, bem como de lógicas de mercado que conduxiriam, a concretizar-se, à subversão do modelo constitucional e ao completo esvaziamento das funções sociais do Estado».
Depois de preparado o suspense, ele explica então aos leitores que este texto não de ontem ou anteontem mas sim de 2003 e mais à frente levanta uma extraordinária pergunta : «se o mundo é hoje radicalmente diferente, como é possível que as palavras de 2013 sejam iguais às de 2003?»
A esta pergunta só me possível responder opinando que João Miguel Tavares deve julgar que o mundo começou com a sua chegada à adolescência e que isso o impede de perceber que a política de direita e os seus objectivios fundamentais tem muito mais que 30 anos em Portugal e que não se pode pedir às palavras que tenham a mesma elasticidade quanto a ritmos e graus que ao longo do tempo têm marcado essa política. A não ser que J.M. Tavares ache que era dever dos opositores da política de direita em 2003, de cada vez que a criticassem, logo acrescentassem que «quem sabe se em 2013 não será ainda muito pior».
O pobre do João Miguel Tavares mostra ainda a sua admiração por em 2003 já se usar em Portugal o adjectivo «neoliberal».
E só há uma explicação para esta boca alarvemente aberta: é que J.M. T. soube usar a NET para encontrar um texto com 10 anos mas já não soube usar o Google para procurar o «neoliberalismo». Se otivesse feito, teria descoberto qualquer coisa a ver com o neoliberalismo na segunda metade da década de 70 no Chile de Pinochet, teria dado de caras com Milton Freedman e os «Chicago Boys» e teria revisitado as políticas de Thatcher e Reagan.
Mas a ignorância atrevida e o reaccionarismo furtaram-no a esses esclarecedores encontros, pelo que daquele teclado só podia sair, como saiu, dislate após dislate.
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