Depois disto, aguarda-se com expectativa a saída na imprensa do seguinte anúncio:
23 de novembro de 2012
17 de novembro de 2012
Os títulos e as letras pequenas
Para além do mais que se poderia dizer, registe-se que, quem passar nas bancas, só vai ler o titulo onde o Expresso não quis acrescentar mais aquelas quatro palavras.
10 de novembro de 2012
Fernando Rosas: também a sua coisinha infeliz
Hoje, na Convenção do Bloco, respondendo com vivacidade às acusações de Daniel Oliveira sobre a «sucessão dinástica» que estaria em curso naquele partido, Fernando Rosas declarou que só havia uma sucessão de que se reclamavam : a de «sermos os sucessores e os herdeiros da resistência antifascista e da luta dos trabalhadores».
Tratou-se evidentemente de um lapso em discurso oral. Como é bom de ver, aqueles dois artigos definidos - «os» - estão a mais.
Uma coisinha infeliz na "despedida" de Louçã
Em declarações ao Público de hoje, no contexto de referências às relações com o governo de Guterres, Francisco Louçã afirma, a dado passo, que «com Guterres conseguimos atacar a violência doméstica, fizemos uma coisa extraordinária que foi a despenalização dos toxicodependentes».
Não é a primeira vez que, nesta matéria (e também noutras), Francisco Louçã empola o protagonismo do BE, em regra silenciando o do PCP.
Ora, sobre este tema, já há mais de dois anos, o deputado do PCP, António Filipe, pôs aqui os pontos nos is nos seguintes termos:
Despenalização
do consumo de drogas: O seu a seu dono
Por iniciativa
do Jornal Público, vários dirigentes políticos foram convidados a responder a
perguntas dos leitores formuladas através da internet. Na edição de 23 de
Setembro, o Público deu conta de algumas das respostas dadas. A uma pergunta
sobre a despenalização das drogas, Francisco Louçã afirmou que “graças ao BE, já
se conseguiu o fim da criminalização do consumo”. Não é
exacto.
Em rigor, o
processo legislativo que deu origem à despenalização do consumo de drogas
processou-se do modo seguinte:
Em 25 de
Fevereiro de 2000, o Bloco de Esquerda apresentou o Projecto de Lei n.º 113/VIII
sobre a separação de mercados de estupefacientes e combate à toxicodependência,
visando operar uma separação de mercados entre as chamadas drogas “leves” e as
chamadas drogas “duras”, legalizando as primeiras e enquadrando no sistema
público de saúde a distribuição de substâncias como a heroína ou a cocaína aos
cidadãos que delas necessitassem para suprir o estado de abstinência, sob
acompanhamento médico e mantendo o controlo estatal do comércio, importação e
distribuição dessas substâncias.[1]
Em 2 de Março
de 2000, o PCP apresentou duas iniciativas legislativas sobre o regime legal das
drogas. O Projecto de Lei n.º 120/VIII, de despenalização do consumo de drogas e
o Projecto de Lei n.º 119/VIII estabelecendo o regime de mera ordenação social
aplicável ao consumo de drogas. Segundo estes projectos, o mero consume de
drogas deixaria de ser crime, passando a ser-lhe aplicável um regime de
dissuasão que excluía a aplicação de sanções penais.[2]
Em 11 de Maio
de 2000, alguns Deputados pertencentes à JSD apresentaram o Projecto de Lei n.º
210/VIII sobre “drogas e combate às toxicodependências”, no qual defendiam a
despenalização do consumo das chamadas “drogas leves” e a administração
terapêutica, mediante prescrição médica, de outras drogas de que o doente,
encontrando-se numa situação grave de dependência, organicamente necessitasse.[3]
Finalmente, em
1 de Junho de 2000, o Governo PS apresentou a Proposta de Lei n.º 31/VIII que
definia o regime jurídico aplicável ao consumo de estupefacientes e substâncias
psicotrópicas bem como a protecção sanitária e social das pessoas que consomem
tais substâncias sem prescrição médica, regime que passava basicamente pela
descriminalização do consumo de drogas, que passava a ser considerado como um
ilícito de mera ordenação social.[4]
O debate na
generalidade sobre estas iniciativas foi de facto desencadeado pelo BE, que usou
o seu direito à marcação da ordem do dia para o debate do seu projecto de lei,
permitindo que todos os outros projectos apresentados fossem agendados por
arrastamento. O debate foi marcado para 21 de Junho de
2000.
Os projectos
de lei baixaram à Comissão sem terem sido votados na generalidade, para uma nova
apreciação, da qual resultou um texto de substituição que reuniu apoio
maioritário. No dia 6 de Julho realizaram-se as votações. Na generalidade, os projectos de lei do BE
e da JSD foram rejeitados, tendo sido aprovados os projectos do Governo e do
PCP, com a abstenção do BE.[5]
O texto de substituição aprovado na Comissão, teve os votos favoráveis do PS, do
PCP, do BE e do PEV e os votos contra do PSD e do CDS-PP.
Estes foram os
factos. O BE teve o mérito, que não lhe retiro, de ter desencadeado o debate que
deu origem à descriminalização do consumo de drogas e votou a favor do texto
final aprovado. Porém, a lei que foi aprovada e que descriminalizou o consumo de
drogas, com as positivas consequências que hoje são reconhecidas, não resultou
do projecto do BE, que foi rejeitado, mas da fusão entre os textos então
propostos pelo PCP e pelo Governo que, esses sim, foram
aprovados.
A
descriminalização do consumo de drogas foi apoiada pelo BE, em votação final,
mas não aconteceu “graças ao BE”, como foi afirmado. Aconteceu, graças à
convergência entre o PS e o PCP. O seu a seu dono.
[1] Publicado no Diário da Assembleia
da República, II Série-A, n.º 23, de 3 de Março de 2000, pp.
479-488.
[2] Publicado no Diário da Assembleia
da República, II Série-A, n.º 24, de 15 de Março de 2000, pp.
521-524.
[3] Publicado no Diário da Assembleia
da República, II Série-A, n.º 41, de 18 de Maio de 2000, pp.
1506-1508.
[4] Publicado no Diário da Assembleia da República, II
Série-A, n.º 47, de 8 de Junho de 2000, pp.
1594-1599.
[5] O projecto do BE teve os votos a
favor do BE, do PEV e de 14 Deputados do PS; teve os votos contra do PSD, do
CDS-PP e de 3 Deputados do PS; teve as abstenções do PS, do PCP e de 6 Deputados
do PSD. O projecto dos Deputados da JSD teve apenas 14 votos favoráveis de
Deputados do PSD, as abstenções do BE e de 16 Deputados do PS, e os votos
contrários dos restantes. A proposta do Governo e os projectos do PCP tiveram os
votos favoráveis do PS, do PCP e do PEV, os votos contra do PSD e do CDS-PP e as
abstenções do BE.
publicado em quinta-feira, 23 de Setembro de 2010 23:14
6 de novembro de 2012
Serviço público eleições USA: conto-lhe o que ninguém mais lhe contará !
Sim, conto-lhe que, nas presidenciais de hoje, não há 2 candidatos mas 16, o que é obra para 14 dado o número de assinaturas de eleitos que é necessário para se ser candidato presidencial nos EUA. Aqui ficam os nomes e os rostos de cinco, podendo os outros nove serem vistos aqui.
31 de outubro de 2012
Fernando Ulrich ou o vómito em pessoa
No Público online:
Fernando Ulrich: “O país aguenta mais austeridade?... Ai aguenta, aguenta”
«(...) O presidente executivo do BPI deu assim exemplos da situação da Grécia, em que o
desemprego “já está em 23,8%” e chegará aos 25,4% no próximo ano. Apesar disso,
“os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós,
partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos”.»
Pois é, senhor banqueiro Fernando Ulrich: tirando os que se suicidam, os gregos estão vivos e também na Idade Média ou nos campos de concentração nazi os que não estavam mortos estavam vivos.
E mais não digo porque destas palavras e maneiras de dizer vem um fedor com décadas verdadeiramente insuportável.
27 de outubro de 2012
16 de outubro de 2012
A sorte grande para o «Correio da Manhã»
Os que, numa situacão destas, conseguirem ser brejeiros, sempre poderão dizer que <nem tudo na crise é mau> e que < as coisas estão a mulherar>. Não é o meu caso.
8 de outubro de 2012
Fixem esta cara e este nome : Teresa Leal Coelho
(Vídeo copiado da página do grupo parlamentar do PSD,
ouvir sobretudo a partir dos 2.48)
ouvir sobretudo a partir dos 2.48)
Foi durante o último debate das moções de censura que, com limitadas repercussões na Câmara, a deputada do PSD, Teresa Leal Coelho, proferiu porventura uma da mais ignominiosas e reles afirmações sobre o exercício da função parlamentar ao proclamar que a AR funciona graças ao dinheiro da troika.
Ela polemizava com João Semedo mas, grande cavalgadura, não se deu conta de que estava a falar de si própria, ou do Presidente da República ou do Primeiro-Ministro.
O que ela disse fala como um livro aberto sobre uma mentalidade, um perfil político e uma imensa gelatina na coluna vertebral.
Por isso, só quero acrescentar que, se houvesse um mínimo de decência na bancada do PSD aquela senhora iria deputar para outra freguesia.
E ainda acrescentar que, mesmo que fosse verdade, e não é, essaideia de que é a troika que paga a AR, sempre se poderia dizer que haveria os que receberiam salário mas não se vendiam e aqueles e aquelas que até sem salário se venderiam à troika.
26 de setembro de 2012
Dois Pedros- dois Pigmeus face à honrada memória de Vasco Gonçalves
Pedro Rolo Duarte
Talvez por um surto ocasional de patetice, no meio da crise em que estamos, alguns resolveram evocar negativamente essa figura maior da nossa história recente chamada Vasco Gonçalves. Retenho e assinalo dois casos que até metem dó.
O primeiro é o Pedro Adão e Silva (nascido em 1974), prometida estrela ascendente da equipa de Ferro Rodrigues que depois deixou de brilhar, que aqui teve o desplante de escrever que «Desde Vasco Gonçalves que Portugal não
era governado por gente tão perigosa.»
Por mim, resolvo este caso, lembrando ao socialista Pedro Adão e Silva que lhe bastaria consultar a Wikipédia ou o portal do governo para ficar a saber que, em três dos quatro governos dirigidos por Vasco Gonçalves participaram membros do PS tão desconhecidos como Mário Soares, Almeida Santos, Jorge Sampaio, João Cravinho e tantos, tantos outros.
O segundo caso, a roçar a infâmia, diz respeito ao facto (devidamente comprovável aqui aos 41 m. e 40 s.), de, no programa Hotel Babilónia da Antena Um em 22.9., em diálogo com João Gobern (que assumiu uma diferente opinião), falando a respeito da recente atitude de Maria Teresa Horta, o jornalista Pedro Rolo Duarte (nascido em 1964) ter afirmado o seguinte : «o passado político de Maria Teresa Horta recomenda alguma prudência em relação a políticos e em relação ao país. É que não é demais lembrar que Maria Teresa Horta era militante do Partido Comunista quando Vasco Gonçalves era primeiro-ministro».
Temos assim Vasco Gonçalves, primeiro-ministro de um período em que se registou um assinalável melhoramento das condições de vida da população, segundo o meu pai porque eu só tinha 11 anos, comparado com Passos Coelho primeiro-ministro de ano e meio de empobrecimento geral nunca visto, segundo o meu testemunho directo e pessoal.
E. já agora, é bom que os leitores saibam que quem disse esta enormidade é a mesma pessoa que, nos seus tempos do DNa (1996-2006), volta não volta, evocava com tranquilidade e sem acrimónia a sua juvenil passagem pelas juventudes comunistas.
Quando falei destes dois casos ao meu pai, o que ele me disse enfastiado foi apenas : «olha, filho, se escreveres sobre isso, diz a esses dois pigmeus que o que eu mais quero é que eles se f_ _ _ _ !»|
Vital Moreira mais PSD que o PSD
Sabemos todos (é uma maneira de dizer, sabemos muitos) que o chamado «recuo» do Governo na TSU é uma burla de todo o tamanho destinada a sacar a quem trabalha o mesmo que queria sacar com o aumento das contribuições dos trabalhadores.
Mas isso não me impede de registar que, na sexta-feira, ou seja seis dias após as manifestações e na véspera do Conselho de Estado, Vital Moreira ainda escrevia que a medida do governo PSD-CDS «pode não ser tão má como parece».
E, contado e reflectido isto, talvez seja de perguntar :«brilhante Vital, que mais surpresas direitosas ainda nos reservas ?».
Mas isso não me impede de registar que, na sexta-feira, ou seja seis dias após as manifestações e na véspera do Conselho de Estado, Vital Moreira ainda escrevia que a medida do governo PSD-CDS «pode não ser tão má como parece».
E, contado e reflectido isto, talvez seja de perguntar :«brilhante Vital, que mais surpresas direitosas ainda nos reservas ?».
24 de setembro de 2012
E o Prémio Nobel da modéstia intelectual vai para...
... Rui Tavares !
Como os leitores sabem, «este milénio» terminará em 2999, falta só essa coisa de nada que são 987 anos.
Outra justa estocada em Rui Ramos
Artigo no "Público" da historiadora Dalila Cabrita Mateus, em boa hora acessível aqui no «entre as brumas da memória».
16 de setembro de 2012
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