Como os leitores sabem, «este milénio» terminará em 2999, falta só essa coisa de nada que são 987 anos.
24 de setembro de 2012
E o Prémio Nobel da modéstia intelectual vai para...
... Rui Tavares !
Outra justa estocada em Rui Ramos
Artigo no "Público" da historiadora Dalila Cabrita Mateus, em boa hora acessível aqui no «entre as brumas da memória».
16 de setembro de 2012
12 de setembro de 2012
5 de setembro de 2012
Cordialmente, João Semedo, não havia necessidade
Uma coisa é a direcção de um partido, neste caso o Bloco de Esquerda, propor o que muito bem entender quanto à sua coordenação e os delegados à sua Convenção decidirão como lhes aprouver. Por mim, quanto à chamada cooordenação bicéfala, por um homem e uma mulher, tenho um palpite sobre quem é a comunicação social primeiro e a opinião pública depois transformarão de facto no «único» coordenador mas é assunto que politicamente não me aquece nem arrefece.
Outra coisa é, para justificar este solução ou proposta, avançar argumentos que reflexamente acabam por atirar estilhaços sobre outros partidos.
Foi o que fez Francisco Louçã quando com 22 anos de atraso (22 desde a fundação do Bloco e para aí uns 10 desde que é coordenador) descobriu que a coordenação apenas por um homem era coisa do século XIX.
Bastava-lhe ter dito antes e apenas que, nas circunstâncias actuais e na presente fase da vida do Bloco, lhe parecia ser essa a solução mais ajustada ou adequada.
Recorde-se que foi isso que fez o PCP quando elegeu Carlos Carvalhas secretário-geral adjunto ou quando, tendo terminado funções como secretário-geral, Álvaro Cunhal foi eleito Presidente de um novo órgão criado - o Conselho Nacional.
Nessas suas duas escolhas, o PCP não precisou nem recorreu a argumentos do género «isto são as soluções mais modernas ou com mais futuro».
Verdade se diga que a argumentação de Louçã está de acordo com a sua permanente pulsão para tudo do que dali venha seja sempre celofanizado em concepções ditas de grande «novidade» e «modernidade». Louçã é Louçã, já se sabe, ponto final.
Do que, francamente, não estava à espera é que em entrevista hoje ao Público, João Semedo referindo-se à coordenação bicéfala, tenha afirmado que «de facto não inventámos a roda, mas em Portugal não conheço outra e daqui a uns anos será é estranho um partido não seguir este caminho».
Com toda a cordialidade que a figura de João Semedo, ainda por cima meu conterrâneo, me merece, francamente não havia necessidade, tanto mais quando provavelmente tudo se limita sim a um natural e respeitável «estado de necessidade».
2 de setembro de 2012
Para quem saiba bem inglês e queira saber mais sobre a vida política americana
29 de agosto de 2012
A minha caridosa contribuição para a campanha de Mitt Romney
Eu desconfio que o staff de Romney não vai achar graça à ideia mas fazem mal. É que, depois do foguetório da Convenção em Tampa e das minhas lágrimas ao ouvir Ann Romney a contar como o marido é bom e bom chefe de família, acho que devia era chegar a hora da verdade e incluir na propaganda da campanha republicana as imagens que encontrei no respectivo site da Ryan Incorporated Central, a muito antiga empresa familiar de que também é dono Paul Ryan, o candidato republicano à vice-Presidência.
24 de agosto de 2012
Desculpem o atraso mas aqui fica a condecoração para Fátima Bonifácio
No passado dia 16, a direitosa historiador Fátima Bonifácio publicou no «Público» um artigo intitulado « A impotência da esquerda radical» que logo de ínicio me pareceu tão parvo e repelente que acabei por o ler só à diagonal.
Hoje, no mesmo jornal, um leitor, de seu nome António Cândido Miguéis vem lembrar e escaqueirar que, no referido artigo, a douta Bonifácio tinha escrito que «a União Soviética colocou um homem na Lua».
Por isso, embora com um lamentável atraso de oito dias, aqui venho entregar o Grande Colar da Ordem da Verdade a Fátima Bonifácio, deixando escrito que seria inteiramente justo que, daqui para a frente, ela passasse a ombrear com o Prof. Varela Cid, da Faculdade de Ciências de Lisboa, que, na época, ficou célebre por ter dito que a colocação em órbita do Sputnik era uma aldrabice dos «russos» (era assim que os fascistas chamavam aos soviéticos).
Aqui a fotomontagem, produzida pelo KGB com a colaboração da «esquerda radical» que levou Fátima Bonifácio ao engano.
11 de agosto de 2012
Última hora: Soares dos Santos põe escutas nas rolhas das garrafas
5 de agosto de 2012
Como Rui Bebiano perdeu o (segundo me dizem) maravilhoso Maio de 1974
(suponho que Bebiano não seria do MRPP
mas será que, apesar disso, estaria tocado
mas será que, apesar disso, estaria tocado
pela célebre definição do 25 de Abril
feita por aquele partido -
«um golpe da oficialagem colonial-fascista .- ?)
feita por aquele partido -
«um golpe da oficialagem colonial-fascista .- ?)
11 de julho de 2012
E quantas equivalências deu este esquecido curriculo ?
7 de julho de 2012
Ui, ui, que bela esquerda !
Sete personalidades assinam hoje no Público um curto artigo onde declaram que foi « com profunda satisfação que tomámos conhecimento do recente Acórdão do Tribunal Constitucional», invocam a respeito do corte dos subsídios as suas anteriores intervenções em favor da «igualdade» e, já a concluir, proclamam que «o esforço de consolidação orçamental deve ser equitativo e respeitar os princípios de igualdade e proporcionalidade, considerando os trabalhadores do sector público e do sector privado, os rendimentos do trabalho e do capital; os activos e os pensionistas. Todos temos de contribuir nesta situação de emergência nacional».
Para que se saiba, as sete personalidades são Paulo Trigo Pereira (um ferrenho troikista), André Freire, Cipriano Justo (dessa notável agremiação chamada de «Renovação Comunista»), Elísio Estanque, João Seixas, Jorge Reis Novais e Pedro Adão e Silva (PS).
Ora, como se viu acima, os signatários encostam-se sem mais ao chamado «esforço de consolidação orçamental» ,embora pelo menos três tenham no Manifesto do Congresso Democrático das Alternativas rejeitado a política do memorando (pelos vistos, está na moda assinar tudo!).
22 de junho de 2012
Intervalo na política- há 50 anos nascia a «Garota de Ipanema»
João Gilberto e Stan Getz
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
É ela menina que vem e que passa
Num doce balanço, caminho do mar
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
É ela menina que vem e que passa
Num doce balanço, caminho do mar
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor
8 de junho de 2012
Olha, um monárquico que quer ressuscitar o Pina Manique !
Juro por todas as alminhas que jamais pensei em perder um minuto a discutir a questão República ou Monarquia. Acontece que o "Público", cujo pluralismo em colunas de opinião é por demais conhecido, dá hoje à estampa um artigo (e não é no «Inimigo Público» é no «Espaço Público») de defesa da Monarquia assinado por um tal Octávio dos Santos.
O que me faz, pela primeira vez na vida, interessar sobre esta questão rançosa mas historicamente resolvida, é que este monárquico nos ilumina o espírito com duas ideias fundamentais:
- a primeira é que «a primeira iniciativa indispensável num restaurado reino de Portugal - e até, se possível, prévio a este - seria a ilegalização total e, preferencialmente definitiva, do Grande Oriente Lusitano, complementada pela divulgação dos nomes de todos os seus membros, passados e prsentes»;
- a segunda é que «seguir-se-ia a reestruturação completa do quadro político-partidário. Outro erro dos monárquicos portugueses é pensarem e agirem como se os actuais e principais partidos políticos da Republica tivessem lugar e legitimidade numa Monarquia. Mas não têm.(...) Portanto, todos os partidos que desde 1974 elegeram deputados para a Assembleia da República teriam de ser, igualmente, extintos .(...)»
Perguntarão os leitores: e como pensa o excelentíssimo monárquico Octávio dos Santos assegurar a realização destes dois imperativos associados à restauração da gloriosa monarquia ? Ele infelizmente não explica mas eu suspeito que só com bordoada da grossa e fazendo ressuscitar o bom do Pina Manique.
4 de junho de 2012
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