18 de maio de 2012

Sim, eu quero obrigar os autores do "Manifesto para uma Esquerda Livre"a tomar posição




Li ontem na imprensa que um dos autores do «Manifesto para uma Esquerda Livre" declarou que vêm à tona de água entre outras coisas para obrigar as forças de esquerda «a tomar posição». E também ontem vi na Sic Notícias, outro autor, Rui Tavares, a chorar-se que as forças de esquerda está cada uma «entrincheirada» e a pensar no seu nicho eleitoral e que é por isso que não se entendem.

Porque suponho que a obrigação de «tomar posição» quando nasce é para todos, permito-me perguntar aos autores do petulante Manifesto:

- V. Exas., considerando os eixos fundamentais e estruturantes da governação Sócrates, são capazes de me dizer a quais é que deram o seu aval, acordo ou aplauso ?

- estou enganado ou muitos de vós criticaram tanto como eu, e por vezes, com mais aspereza, numerosas orientações e medidas da governação do PS e em termos que convergiram muitas vezes com as críticas do PCP e do BE ?

- não lhes treme a alma a V. Exas. virem lamentar-se  olimpicamente da falta de entendimento entre PS de um lado e PCP e BE numa época marcada pela assinatura e apoio ao acordo com a troika, pela aprovação do Tratado Orçamental e pela  aprovação das novas leis laborais, tudo com o voto a favor  ou abstenção violenta do PS e tudo com o voto contra do PCP e do BE ?

- pegando nestes breves exemplos, não querem V. Exas. oferecer generosamente ao país a solução mágica para resolver desentendimentos e diferenças desta importância e significado ?.


Desde já grato pelas respostas directas e francas, desejo a V. Exas. a continuação de uma feliz estadia nas nuvens.

9 de maio de 2012

Se lá nevasse, fazia-se lá ski



Definitivamente há coisas que não devem ser toleradas nem deixar passar em claro. É o caso de umas passagens na crónica de Rui Tavares hoje no Público sobre a Grécia. O autor dá nota que o Syrisa (52 deputados) já conseguiu o apoio da Esquerda Democrática 19 deputados) e «até garantiu pontos de entendimento com com os Gregos Independentes (anti-troika do centro-direita)» que têm 33 deputados.


A seguir escreve, mas logo a seguir se vai esquecer, que «Claro, Tsipras teria também de ter o apoio do PASOK (pró-troika, de centro esquerda» com 41 deputados.

Conhecendo-se o histórico da coisa grega, seria suposto que Rui Tavares nos viesse dizer que aqui é que está o busílis ou a quadratura grega do círculo.

Mas não, Rui Tavares prefere lembrar que o Partido Comunista Grego (26 deputados) já recusou qualquer aliança como Syrisa, concluindo espantosamente (tenha-se em conta o que escrevi sobre o PASOK) que «é assim o KKE atirará de novo o seu país para os braços da troika, de Merkel e da austeridade mais cruel».

Ora, é legítimo que se tenha dúvidas, se discorde ou concorde com a atitude e orientação do KKE mas isso é uma coisa e outra muito diferente é atribuir-lhe responsabilidades que, mesmo no quadro do pensamento e dos factos expostos por Rui Tavares, só se pode basear num raciocínio feito a contar com o ovo no cú de um galo, ou seja, o apoio do PASOK a uma solução governativa dirigida pelo Syrisa.

6 de maio de 2012

Jerónimo de Sousa foi substituído mas ainda não sabe...



No Público de hoje, Paulo Trigo Pereira, um omnipresente economista do estabelishment austeritário, entre outras pérolas, sentencia a dado momento que «no mesmo dia, em Lisboa, o líder comunista e secretário-geral da CGTP cumpre o ritual da manifestação do Dia do Trabalhador, com críticas ao memorando da troika por pôr em causa a democracia e a soberania nacional, esquecendo que foi a quase bancarrota nacional o motivo da perda da soberania.»

Lido isto, apenas três caridosas observações:

Uma para agradecer a Paulo Trigo Pereira a novidade, ignorada por todos os media, de que Jerónimo de Sousa já não é o "líder" do PCP mas sim Arménio Carlos.

Outra para manifestar pena por Trigo Pereira não ter tido espaço para nos explicar se foi o PCP ou a CGTP que estiveram nos governos  que levaram à «quase bancarrota nacional».

E outra ainda para perguntar a Paulo Trigo Pereira quando é que nos deixa em paz com o seu  cansativo "ritual" de artigos sempre e sempre no mesmo sentido.

2 de maio de 2012

Ai Garcia Pereira, de cada vez que falares na televisão, vou-me lembrar desta



Meio aparvalhado e meio surpreso, encontrei hoje em Lisboa este inesquecível cartaz afixado nas paredes:



Se alguém ainda não percebeu, o que este cartaz anunciou foi que, à hora da manifestação da CGTP do 1º de Maio, a sobrevivente rapaziada do MRPP se reunia num hotel em Lisboa.

É obra, carago !

5 de abril de 2012

Declaro solenemente o meu activo repúdio...

Sim, embora ache que este governo é um gangue que torna os irmãos metralha uns meninos de coro, declaro solenemente aqui o meu activo repúdio pela circulação que começou por mail e na Net deste desenho, depois de se saber que também em 2014 os trabalhadores da função pública e reformados levarão o infame corte no subsídios de férias e de Natal.

24 de março de 2012

Uma inocente pergunta dominical aos betinhos da JSD

Carlos Guedes do «cinco dias» descobriu esta peróla de grafismo no facebook da JSD, chamando-lhe justamente «um nojo».

Como é domingo, eu não quero chamar-lhes nomes piores mas apenas lembrar que, hoje em dia, em Portugal já há cerca de 1 milhão e 200 mil trabalhadores com vínculos precários.

E, por isso, só quero perguntar aos betinhos da JSD quando é que ficarão satisfeitos:

- quando chegarem aos 2 milhões ?

- quando chegarem aos 3 milhões ?


Actualização:
Aqui, Shyznogud informa que,
qual cobardolas, os meninos e meninas
da JSD retiraram aquela imagem
da sua página no Facebook.
Mas, azar o deles, esqueceram-se
só que essa imagem está na capa
 da sua moção ao 
Congresso do PSD, 
como se ilustra a seguir.

22 de março de 2012

Por nós e também pelo país !

Ninguém de bom senso e que saiba
como está a vida da maioria
dos portugueses pode ignorar
o que representa para muitos
perder um dia de salário
por fazer greve.

O problema está em que se amocharmos,
se não lutarmos, se não gritarmos
que este processo
de rapina social e de profundo
empobrecimento tem de ser dito,
perderemos muitíssimos mais
dias de salários e, com eles,
justos direitos e regalias
que duramente conquistámos
no passado.

Sim, mesmo com este sacríficio,
está na
hora de, em nome da
dignidade de cada um e
do próprio intesse do país,
dizer BASTA !

14 de março de 2012

É só uma publicidadeZita...

Francamente, não vejo motivo para grande escândalo com a entrada de Zita Seabra no mundo da publicidade ao Pingo Doce. Acaso estarão esquecidos que, por comparação, a Zita Seabra é uma pigmoa ao pé do Gorbachov e que este fez publicidade à Pizza Hutt ( o que mereceu um crónica devastadora da Clara Ferreira Alves no «Expresso») e à Louis Vuitton ?

12 de março de 2012

9 de março de 2012

E o Prof. antifascista deve ter dado três voltas na tumba!


Pelo «cinco dias», «o tempo das cerejas» e «'cantigueiro», fiquei a saber que, graças ao Presidente PS da Câmara de Beja, de seu nome Jorge Pulido Valente, comprovadamente neto de uma grande figura da medicina e do antifascismo portugueses (e aliás associado da Fundação com o nome do avô), o Prof. Fernando Pulido Valente, Presidentes de Câmara do tempo do fascismo vão ter nomes de ruas naquela cidade.

Deste triste e chocante episódio resulta o óbvio: a saber, que nenhum avô, ainda por cima já falecido, tem culpa dos dislates de um neto e que há netos que enxovalham alegremente a memória dos avós.

Fique então aqui, como remate, a tromba deste neto que faz ter saudades do avô.

Jorge Pulido Valente

3 de março de 2012

O encontro de dois Prémios Nobéis

Estejam os leitores descansados que, na sua próxima coluna em The New York Times, o Nobel da Economia, Paul Krugman, explicará detalhadamente quanto aprendeu com Pedro Passos Coelho, Prémio Nobel da Austeridade (ex-aequeo com muitos outros).

28 de fevereiro de 2012