5 de abril de 2012

Declaro solenemente o meu activo repúdio...

Sim, embora ache que este governo é um gangue que torna os irmãos metralha uns meninos de coro, declaro solenemente aqui o meu activo repúdio pela circulação que começou por mail e na Net deste desenho, depois de se saber que também em 2014 os trabalhadores da função pública e reformados levarão o infame corte no subsídios de férias e de Natal.

24 de março de 2012

Uma inocente pergunta dominical aos betinhos da JSD

Carlos Guedes do «cinco dias» descobriu esta peróla de grafismo no facebook da JSD, chamando-lhe justamente «um nojo».

Como é domingo, eu não quero chamar-lhes nomes piores mas apenas lembrar que, hoje em dia, em Portugal já há cerca de 1 milhão e 200 mil trabalhadores com vínculos precários.

E, por isso, só quero perguntar aos betinhos da JSD quando é que ficarão satisfeitos:

- quando chegarem aos 2 milhões ?

- quando chegarem aos 3 milhões ?


Actualização:
Aqui, Shyznogud informa que,
qual cobardolas, os meninos e meninas
da JSD retiraram aquela imagem
da sua página no Facebook.
Mas, azar o deles, esqueceram-se
só que essa imagem está na capa
 da sua moção ao 
Congresso do PSD, 
como se ilustra a seguir.

22 de março de 2012

Por nós e também pelo país !

Ninguém de bom senso e que saiba
como está a vida da maioria
dos portugueses pode ignorar
o que representa para muitos
perder um dia de salário
por fazer greve.

O problema está em que se amocharmos,
se não lutarmos, se não gritarmos
que este processo
de rapina social e de profundo
empobrecimento tem de ser dito,
perderemos muitíssimos mais
dias de salários e, com eles,
justos direitos e regalias
que duramente conquistámos
no passado.

Sim, mesmo com este sacríficio,
está na
hora de, em nome da
dignidade de cada um e
do próprio intesse do país,
dizer BASTA !

14 de março de 2012

É só uma publicidadeZita...

Francamente, não vejo motivo para grande escândalo com a entrada de Zita Seabra no mundo da publicidade ao Pingo Doce. Acaso estarão esquecidos que, por comparação, a Zita Seabra é uma pigmoa ao pé do Gorbachov e que este fez publicidade à Pizza Hutt ( o que mereceu um crónica devastadora da Clara Ferreira Alves no «Expresso») e à Louis Vuitton ?

12 de março de 2012

9 de março de 2012

E o Prof. antifascista deve ter dado três voltas na tumba!


Pelo «cinco dias», «o tempo das cerejas» e «'cantigueiro», fiquei a saber que, graças ao Presidente PS da Câmara de Beja, de seu nome Jorge Pulido Valente, comprovadamente neto de uma grande figura da medicina e do antifascismo portugueses (e aliás associado da Fundação com o nome do avô), o Prof. Fernando Pulido Valente, Presidentes de Câmara do tempo do fascismo vão ter nomes de ruas naquela cidade.

Deste triste e chocante episódio resulta o óbvio: a saber, que nenhum avô, ainda por cima já falecido, tem culpa dos dislates de um neto e que há netos que enxovalham alegremente a memória dos avós.

Fique então aqui, como remate, a tromba deste neto que faz ter saudades do avô.

Jorge Pulido Valente

3 de março de 2012

O encontro de dois Prémios Nobéis

Estejam os leitores descansados que, na sua próxima coluna em The New York Times, o Nobel da Economia, Paul Krugman, explicará detalhadamente quanto aprendeu com Pedro Passos Coelho, Prémio Nobel da Austeridade (ex-aequeo com muitos outros).

28 de fevereiro de 2012

7 de fevereiro de 2012

«Piegas» de todo o país, unamo-nos para mandar este gajo para o c...... !


Houvesse um pingo de decência na mente dos que nos desgovernam e não estivesse em Portugal a democracia tão abastardada e um primeiro-ministro que diz uma coisa destas na dramática situação individual e colectiva que a maioria dos portugueses vive iria rapidamente à vida.

Como assim não será, ao menos que ele possa vir a olhar a foto do Terreiro do Paço no próximo sábado e concluir que ali não há ponta de pieguice mas sim consciência social,  indignação e espírito de luta !

27 de janeiro de 2012

E é sempre a mesma cassete sobre a CGTP

Deixando aqui bem expresso o meu apreço e reconhecimento pelo trabalho de Manuel Carvalho da Silva durante 25 anos à frente da CGTP, e bem assim  de todos os outros dirigentes que agora cessam funções, não posso deixar de estampar aqui alguns breves desabafos sobre coisas que vou lendo em torno do XII Congresso da CGTP e que, no essencial, fazem parte de uma vetusta cassete. A saber :

1. Entre generalizados elogios (nem todos sinceros porque alguns de mera conveniência) a Carvalho da Silva, vejo frequentes referências a um «endurecimento» da CGTP com  a previsível eleição de Arménio Carlos. Mas, como eu não tenho idade para isso, conta-me o senhor meu pai que há 25 anos a eleição de Carvalho da Silva não foi assim tão celebrada por muitos dos que agora assim falam e que, na época, preferiam mesmo a eleição de José Luís Judas, o que admitiu a extinção dos sindicatos por volta de 2000 (estamos em 2012) e que foi para onde se sabe.

2. Nestes últimos dias, de cada vez que a comunicação social fala de Arménio Carlos vem logo a referência a que é membro do Comité Central do PCP, não sabendo eu se por detrás está a ideia antidemocrática de que ser sindicalista implica uma «capitis diminutio» quanto aos direitos políticos de qualquer cidadão, incluindo o de ser dirigente de um partido. De qualquer modo, registo que nos últimos dias, o nome de João Proença se fartou de ser falado e não vi uma única referência a que, desde há décadas, é normalmente membro da Comisssão Política ou Comissão Nacional do PS.

3. Por fim, não posso deixar de registar, sempre com renovado espanto, que, como em Congressos anteriores, as «correntes minoritárias» se venham queixar do método de eleição do Conselho Nacional da CGTP quando qualquer pessoa minimamente conhecedora do movimento sindical unitário sabe que é esse método (de negociação política) que tem garantido a essas correntes uma expressão nos órgãos dirigentes bastante superior à que teriam por um sistema de correspondência directa e proporcional à influência que têm no movimento sindical.

E, pronto, longa vida e muitos êxitos à CGTP, a grande central sindical dos trabalhadores portugueses e, como bem lembrou recentemente Carvalho da Silva, importante força  na conquista e construção da democracia portuguesa.

14 de janeiro de 2012