26 de junho de 2011

Na luta nunca estamos sózinhos !



More than any other profession, nurses see first-hand the tragic results of income inequality and America's failed market-based healthcare system. And in corporate-controlled hospitals they are often the only advocates for patients with life-threatening conditions who are unable to pay for proper treatment. 
Frustrated by the plight of their patients and deep cuts to social services, nurses are organizing. On Wednesday, June 22, several hundred nurses and activists from across the country marched down Wall Street in New York. They called for a new tax on financial transactions to help repair the damage done to Main Street during the economic downturn—and to build a society that will provide decent wages and healthcare for the patients they serve everyday. 
For more information listen to this Nation Conversation with Executive Director of the California Nurses Association/National Nurses Organizing Committee Rose Ann DeMoro.
—Kevin Donohoe

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17 de junho de 2011

Ingratos e pobres e mal-agradecidos é o que eles são !

Esta foto, hoje estampada na primeira página do Público, simboliza uma ingratidão que até me revolve as entranhas e me deixa absolutamente indignado.

E é portanto dando corpo a este meu agitado estado de espírito que decido abrir aqui para os leitores um pequeno e fácil concurso baseado numa simples pergunta :

- quais são as bandeiras que seria
de toda a justiça estarem
na foto e não estão ?

Os primeiros 18 leitores a acertarem serão nomeados delegados do Instituto Português da Juventude nas 18 capitais de distrito.

29 de maio de 2011

A TSF tem um blogue, autores comunistas não há, é natural, aquilo é um deserto de valores !



Pelo menos desde o ínicio da campanha eleitoral , a TSF tem um blogue chamado «Escrita Política» e os autores que lá escrevem seguramente por convite da TSF são os que se pode ver em cima.

Abreviando o que facilmente se topa à vista desarmada, temos de concluir que a TSF descobriu 11 magnificos  «autores» mas, azares da vida, não conseguiu encontrar um só comunista digno de ser convidado: nem blogger,nem jornalista, nem deputado, nem dirigente, nem intelectual.

É certo que basta olhar a lista de apoiantes da CDU para se perceber que assim não é mas aposto dobrado contra singelo prevaleceu a antiquíssima visão de que, para aqueles lados vermelhos, só há um aflitivo  e desconsolador deserto de valores.

Mas se aos responsáveis da TSF perguntarem o que acham do pluralismo, eles dirão sem pestanejar que não só a palavra é bonita como  o conceito é um dos pilares da democracia. Como se vê.

1 de maio de 2011

Tinha perdido este momento ímpar na história do serviço público de televisão !

Vítor Gonçalves, no arranque
da última entrevista
de Jerónimo de Sousa à RTP/1:

«Boa noite, Jerónimo de Sousa.
Para que serve o PCP ?»

E eu só digo:

«Bom dia, boa tarde ou boa
noite conforme a hora a que
me estiver a ler, Vítor Gonçalves:
Já alguma vez fez semelhante
e tão estúpida pergunta
a outro líder partidário ?»

19 de abril de 2011

É concerteza uma troika portuguesa !




No Twitter uma Fernanda Câncio «obamizada» escreve que, à saida da reunião com a troika, Paulo Postas, perdão, Portas esteve « c discurso irrepreensível».
Como os leitores vêem,
as coisas vão-se compondo.

Só não percebo é a admiração de um membro da troika portuguesa estar «irrepreensível» face a uma troika estrangeira.

13 de abril de 2011

Quando o Governo se transforma na Caritas dos banqueiros


Aqui, em gravação da TSF, fica-se a saber que, em entrevista à Reuters, Teixeira dos Santos admitiu com toda a naturalidade que parte do resgate financeiro pedido por Portugal venha a servir para ajudar a banca.

E aqui, coisa diferente, no DN online, leio que «SAÚDE -Utentes com mais de 419,22 euros/mês pagam ambulâncias . Os utentes cujo rendimento médio mensal "per capita" seja superior a 419,22 euros vão ter de pagar o serviço de transporte de ambulâncias, segundo um acordo alcançado segunda-feira entre o Ministério da Saúde e a Liga dos Bombeiros Portugueses

E, agora, se estão à espera que eu diga mais alguma coisa,nem pensem. Está tudo dito para quem tiver olhos na cara ou, pelo menos, para quem não tenha estado em Matosinhos a gritar vivas ao ADORADO E GRANDE LÍDER. 


4 de abril de 2011

Ao Bebiano escrever não custa; custa-lhe é informar-se e estudar !



No seu «terceira noite», Rui Bebiano referindo-se ao PCP e ao BE, pergunta:  «Que modelo de gestão do país propor quando até agora apenas se pensou e apresentou aquilo que se não queria, actuando politicamente na lógica quase exclusiva do protesto? O que estabelecer como propósito, em termos práticos e objectivos, no momento particularmente grave e crítico que vivemos, para resolver os problemas mais básicos do financiamento do Estado e do emprego?».

Eu não quero falar pelo BE mas sobre o PCP estou suficientemente informado para poder dizer que só pode escrever assim quem não se informa conscienciosamente, quem sobre o PCP só conhece títulos de jornais e que não tem nem um cisco de paciência para se inteirar de projectos de lei e outras propostas apresentadas na AR nem de muitas outras detalhadas e desenvolvidas intervenções sobre os principais problemas nacionais.

Não, não vou fornecer ao Bebiano nem uma cansativa lista de links nem de bibliografia.

Vou apenas propor-lhe que vá aqui ou compre a obra com os textos daquela Conferência do PCP, datada de 2007, onde mesmo folheando-a a vol d'oiseau terá a grata surpresa de descobrir a quantidade de sérios assuntos e problemas de que o PCP falou antes de ninguém, endividamento externo incluido.

Nessa Conferência, em Novembro de 2007, por exemplo, Octávio Teixeira afirmou:
«Uma análise séria da realidade económica do País mostra-nos que a questão nodal da economia portuguesa continua a ser o défice externo.
Primeiro, porque ele espelha as deficiências da nossa estrutura produtiva, a sua incapacidade para produzir um valor de bens e serviços suficiente para satisfazer as necessidades da sociedade portuguesa. E aí temos um défice da Balança de Transacções Correntes da ordem dos 10% do Produto, o que, neste âmbito e gravosamente, nos coloca no pelotão da frente dos 27 Estados da União Europeia.
Segundo, porque esse défice de produção significa menos possibilidades de emprego para os trabalhadores portugueses. E aí temos uma taxa de desemprego na ordem dos 8%, que não dá sinais de querer diminuir e igualmente nos coloca no pelotão da frente da UE.
E em terceiro lugar porque esse défice gera um crescimento permanente da dívida externa do País e, mais cedo ou mais tarde, essa dívida terá de ser paga. E se não o é com o aumento da produção, terá de o ser pela venda de activos nacionais, sejam eles empresas ou bens imóveis, ou através da redução do nível de vida da população portuguesa. E a dívida externa bruta do país tem vindo a aumentar a galope, com destaque para o endividamento do sistema bancário e os respectivos juros anuais são já equivalentes aos encargos totais com o Serviço Nacional de Saúde.»

Agora é só ver se, no seu «terceira noite», nessa época Rui Bebiano já tinha descoberto o problema do endividamento do país.

2 de abril de 2011

Vem aí o Congresso das inerências


Referindo-se ao Congresso do PS que se realiza no próximo fim-de-semana, referia tranquilamente o "Público" de 26 de Março:

«(....) Além da eleição do secretário-geral, os militantes socialistas vão também eleger até sábado 1841 delegados ao congresso do PS, que se realizará entre 8 e 10 de Abril, na Exponor, em Matosinhos.

Neste congresso, estarão ainda mais 700 delegados com direito de inerência, por desempenharem lugares em órgãos nacionais do PS, ou por serem militantes com funções políticas de destaque em autarquias, na Assembleia da República ou nos parlamentos regionais. »
Trata-se portanto de um Congresso partidário em que 39% dos delegados o são por inerência.

A notícia do «Público» não referia isso mas o «sem punhos de renda» apurou que, na redacção de «O Inimigo Público» consta a informação de que um grupo de actuais membros do PS (Pina Moura, José Magalhães, Osvaldo de Castro, Raimundo Narciso e outros) que já foram membros do PCP se prepara para divulgar o seguinte desabafo:

«Há limites para tudo. Nós não andámos,
no ínicio dos anos 90, a moer o juízo
à direcção do PCP por causa
de questões de democracia interna
para agora termos de gramar
um Congresso com 39% de inerências.
O que é demais também enjoa».

28 de março de 2011

Alvíssaras para quem adivinhar quem escreveu



«(...)Ao deitar abaixo um governo atolado
nas contradições da crise das dívidas soberanas,
minoritário e forçado a constante negociação,
a esquerda defendeu é certo os seus puríssimos
princípios de intransigência política,
o que no fundo quer dizer nenhuma
capacidade de negociação nem foco em
medidas concretas que aliviem imediatamente
as angústias do povo, mas acabou por criar
uma oportunidade soberana para a direita mais radical,
com o seu vasto programa liberal para arrebatar o poder.(...)

Sim, queridos leitores, vamos lá adivinhar quem assinou esta imorredoura pérola.

Vitalino Canas ?
Vital Moreira ?
Augusto Santos Silva ?
Jorge Lacão ?
os «jugulares»?
os «corporativos» ? 

Frio, muito frio, gelado.
Quem escreveu isto foi o senhor dr.
Paulo Fidalgo,    excelentíssimo
Presidente da «Renovação»
(ai tanta!) Comunista»(ai tanto!)

25 de março de 2011

O íncrível acontece ou os cinco mandamentos

Na interminável galáxia que é a blogosfera, já li o suficiente sobre a rejeição do PEC IV para me parecer que  há pessoas, algumas certamente inteligentes e talentosas, alguns certamente bons chefes de família ou até sócios do Benfica que, nesta matéria, se orientam pelos seguintes cinco mandamentos:

O PS já ter governado com o CDS e com o PSD e ter passado
os últimos seis anos a fazer acordos com o PSD é coisa trivial e normal que não ofende os seus pergaminhos de esquerda e muito menos deslustra o seu passado, aliás porque este remonta apenas a Abril de 1973.


A grande novidade dos últimos dias não foi o PSD que,já tinha votado a favor de três PEC's,ter agora chumbado o quarto.


De facto, a grande novidade e escândalo  só pode estar no facto de o PCP que tinha combatido vigorosa e fundamentadamente os três PEC's anteriores ter agora também votado contra o quarto, convergindo com a direita (e com o PE e o PEV) e a direita convergindo com ele na aprovação de uma alínea que rejeitava o PEC IV.
O  passado de um partido salvaguarda-se e respeita-se renegando convicções, rasgando coerentes bandeiras de luta, desistindo dos seus próprios projectos e, melhor ainda, transformando-se nesta altura na muleta do PS que até o PSD se cansou de ser.


Quem não aceitar ou contestar estes anteriores mandamentos é porque não vê para além da sua tribo política ou então está possuido por uma doentia aversão ao excelso carácter político de José Sócrates.

Tudo visto, é bem possível que, direitos de autor a  Vasco Pulido Valente, o mundo esteja perigoso. Mas, aqui  mais de perto, o que acho é que há pensamentos e critérios políticos
que estão de pernas para o ar.