31 de dezembro de 2010
Façam como os "Arcade Fire" cantam: estejam "Ready to Start" !
30 de dezembro de 2010
29 de dezembro de 2010
A caminho de um novo ano e dos ásperos desafios que ele encerra, por enquanto apreciemos duas canções dos Lynyrd Skynyrd, de Jackonsville, Florida, EUA.
27 de dezembro de 2010
"What a Wonderful World" ? Pelo menos Nick Cave e Shane MacGowan acham que sim e, na voz deles, até parece que sim, que é.
Atenção aos vídeos anexos
23 de dezembro de 2010
22 de dezembro de 2010
Ó Bava, e que tal se fosses dar uma voltinha à Praça de Cibeles ?
No Diário de Notícias de hoje, mais exactamente aqui, pode ler-se o seguinte : «O presidente da PT afirmou hoje que os dividendos a distribuir este ano pelos accionistas resultam de uma "operação extraordinária" que foi a venda da Vivo, não representando uma distribuição de lucros normal."É um dividendo extraordinário, nós tivemos uma operação extraordinária. Não estamos a distribuir dividendos ordinários", disse o presidente executivo da PT, Zeinal Bava, em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia sobre solidariedade social.»
Eu juro que não tenho nada nem contra a Espanha nem contra os espanhóis (até já aqui vos falei da minha namorada Carmen, essa deslumbrante catalã do meu coração) mas francamente o Zeinal Bava bem podia ir dar uma voltinha à Praça de Cibeles em vez de nos contar histórias da carochinha.
Na verdade, não está na cara que o negócio da Vivo faz parte das actividades e negócios da PT em 2010 e, assim sendo, tem de entrar forçosamente no Relatório e Contas desta empresa que há-de vir a ter a data de 31 de Dezembro de 2010 ?
E já agora, por mais «extraordinária» que tenha sido a «operação» e mais «extraordinários» que tenham sido os dividendos relativos à venda da Vivo, acaso haveria lugar à sua distribuição se o resto da PT apresentasse em 2010 calamitosos resultados financeiros ou estivesse por absurdo à beira da falência ?.
Pelos vistos, Zeinal Bava não sabe o que é a «especialização de exercícios». Mas, suprema ironia e símbolo das coisas kafkianas que acontecem com a Entidade de Fiscalização das Contas dos Partidos, já o PCP é chateado por esta entidade por não ter incluido nas contas de 2007, que já estavam entregues, o valor de quotas dos militantes recebidas com natural atraso em anos posteriores, sem que essa entidade ou o Tribunal Constitucional se dêem ao luxo de explicar caridosamente como se deveria então ter feito.
20 de dezembro de 2010
O "Maradona" caseiro também mete golos com a mão
Pois é, essa petite coqueluche da blogosfera nacional que, modestamente, adoptou o pseudónimo de "Maradona" (e que tão ternos mimos recebe da Fernanda Câncio, ai que inveja), em digressão a própósito da atribuição de mais um prémio a Álvaro Siza Vieira, acaba de também ele meter um golo com a mão.
Repare-se então neste pedaço da sua prosa: «gostei que ele tivesse aceite aceitar o interesseiro prémio, ainda para mais com a presença do Presidente da República o Professor Doutor Anibal António Cavaco Silva (em quem votarei) e da cabra da sua mulher, que (estes sim) teriam feito muito melhor em não se associar a estas hecatombes masturbatórias que eles, aliás, no íntimo desprezam e não compreendem; os comunistas, com o Álvaro Cunhal à cabeça, têm a estúpida mania de recusar ostensivamente as honrarias da sociedade burguesa, como se a aceitação de uma homenagem os corrompesse mais que a sua rendição à conjuntura que lhes permitiu desenvolver a sua arte. Até nisso o Siza Vieira me parece uma pessoa melhor que as outras, com certeza muito melhor que os outros comunistas, pessoas que, regra geral, são más.»
Indo directo aos quesitos, pura e simplesmente, Maradona efabulou quando resolveu sentenciar ou decretar a existência daquela estúpida mania dos comunistas. É verdade que, salve erro, Álvaro Cunhal indiciou declinar qualquer condecoração mas também é verdade é que nunca foi proposto para qualquer uma. E, depois, acresce, que a teoria da «mania» como querendo significar um comportamento geral não tem o mais pequeno fundamento, pois para já não falar de prémios literários mesmo em relação a condecorações no 25 de Abril ou no 10 de Junho não faltam militantes do PCP ou personalidades da área do PCP que as aceitaram.
Dir-se-á que no imensíssimo conjunto de condecorados são muito poucos os comunistas que recebem galardões (no caso da Ordem da Liberdade, a discriminação é clamorosa) mas essa já é outra história que tem origem em quem atribui e não em quem recebe.
E, pronto, quanto a aceitar prémios ou condecorações, sempre achei pode haver sempre boas razões para uma coisa ou outra, que ninguém deve julgar os outros e que cada um é que deve decidir de acordo com a sua reflexão individual.
Golo com a mão, portanto, este do Maradona da causa modificada ou estragada, já não sei bem. Só que aqui não foi a «mão de Deus», quando muito terá sido a «mão da ligeireza».
18 de dezembro de 2010
Teixeira dos Santos, figura nacional do ano para o "Expresso" e o "Público". Parece que se distinguiu. Pena que não fosse para o bem.Ai, que bela imprensa de «referência» que temos !
Nota final:
Caro Eduardo Catroga,
tu bem tiraste a fotografia
com o telemóvel mas não
te serviu de nada, ministro
tu bem tiraste a fotografia
com o telemóvel mas não
te serviu de nada, ministro
é ministro.
Mas não desesperes:
atrás de tempo,tempo vem.
atrás de tempo,tempo vem.
Bom Natal
Coitado do Eduardo Pitta, foi preciso falar-se em tráfico de órgãos para descobrir quem é Hashim Thaci, agora primeiro-ministro do Kosovo e afamado bandido e terrorista que já deu muito jeito no passado
Com imperdoável atraso, só agora descubro que Eduardo Pitta brindou há dias os seus leitores com este inesquecível post, façam favor de ler:
«Hashim Thaci, primeiro-ministro do Kosovo (na foto, à esquerda), is the head of a mafia-like Albanian group responsible for smuggling weapons, drugs and human organs through eastern Europe, according to a Council of Europe inquiry report on organised crime. [...] Figures from Thaçi's inner circle are accused of secretly taking captives across the border into Albania after the war, where a few Serbs are said to have been murdered for their kidneys, which were sold on the black market. É isto a Europa do século XXI ?»
Lendo isto da parte de um intelectual tido como atento e bem informado, a única pergunta que apetece fazer é quantos anos andou Pitta distraído sobre o problema do Kosovo (a tal província que uma Resolução da ONU ao príncipio jurava ser parte da «integridadde territorial da Jugoslávia» ) e quantos anos andou a leste dessa sinistra personagem de seu nome Hashim Thaci, primeiro chefe do bando UÇK (que chegou a estar na lista de organizaçºões terroristas da UE) e agora, com todas as benções do costume é primeiro-ministro do Kosovo.
Eu não sou considero a Wikipédia a nova Biblia da Internet mas até aí o poeta, agora meu conterrâneo segundo julgo, bem podia ter aprendido alguma coisinha sobre o passado do tal Thaci.
«(...) 30 ans à peine quand il prend la tête de l'aile politique de l'Armée de Libération du Kosovo (UCK), pendant l'été de 1998, qui lutte contre les forces du régime de Slobodan Milosevic pendant la guerre du Kosovo (1998-1999). Il s'auto-proclame alors Premier ministre officieux du gouvernement provisoire du Kosovo, que Belgrade refuse de reconnaître. Soutenu par Washington et l'OTAN[2], l'UCK se renforce en 1997 pour contrôler en mai 1998, un quart du territoire du Kosovo[réf. nécessaire]. Athée, Thaçi écarte, lors du conflit, les islamistes étrangers (Saoudiens, Iraniens), qui tentaient de s'imposer au Kosovo comme ils l'avaient fait en Bosnie au début des années 1990[1].
Éliminant ses rivaux au sein de l'UCK, il place des proches aux postes-clé du gouvernement[3]. À la tête de la délégation des indépendantistes kosovars lors de la conférence de Rambouillet (1999), il s'affirme comme modéré au sein de l'UCK, ce qui lui vaut le soutien de Washington. Il est néanmoins remarqué par la secrétaire d'État Madeleine Albright en raison de son refus de signer un accord ne prévoyant pas explicitement un référendum d'indépendance[1].
On le soupçonne d'avoir ordonné, en 1997-1998, un certain nombre d'assassinats contre ses rivaux en conjonction avec les services secrets albanais[2], dont le journaliste Ali Uka, mort en juin 1997[2] ; Ilir Konushevci, tué en avril 1998 quelques jours après avoir accusé Thaçi de profiter personnellement du trafic d'armes à destination de la guérilla[2] ; ou Ahmet Krasniqi, dirigeant des Forces armées de la République du Kosovo, un groupe paramilitaire rival de l'UCK soutenu par Bujar Bukoshi, Premier ministre en exil du gouvernement d'Ibrahim Rugova[2]. Thaçi tout comme James Rubin, le porte-parole du département d'État américain, ont nié cela, Rubin affirmant qu'il n'avait aucune preuves d'un « programme d'assassinats ou d'exécutions dirigé par le commandement » de l'UCK[2]. Bujar Bukoshi affirmait quant à lui que « les cadavres n'avaient jamais été un obstacle dans la carrière de Thaçi »[2].
Thaci com Madeleine Albright
17 de dezembro de 2010
Contribuição para o debate sobre WikiLeaks: o testemunho no Congresso dos EUA de Tom Blanton, director do National Security Archive
Resumo do testemunho prestado perante uma comissão do Congresso dos EUA sobre WikiLeaks por Tom Blanton, director do National Security Archive da Universidade de Georgetown (entidade de meritória actividade mas até aqui "condenada" a revelar documentos classificados só 30 anos depois e muitas vezes com rasuras).
«Washington, DC, December 16, 2010 - Efforts to tighten the secrecy system and crackdown on leakers and the media will be "fundamentally self-defeating," according to
Thomas Blanton, executive director of the National Security Archive, who testified today before the House Committee on the Judiciary. During the first Congressional hearing in the aftermath of "Cablegate" and the Wikileaks release of State Department documents, Blanton urged that lawmakers take a reasoned view of the issues raised by the leaks and not to "overreact."
Thomas Blanton, executive director of the National Security Archive, who testified today before the House Committee on the Judiciary. During the first Congressional hearing in the aftermath of "Cablegate" and the Wikileaks release of State Department documents, Blanton urged that lawmakers take a reasoned view of the issues raised by the leaks and not to "overreact."
"There is more heat than light," Blanton stated, citing calls for broadening the Espionage Act and assassinating Wikileaks leader, Julian Assange. Hasty punitive reactions, he predicted, "will actually produce more leaks, more crackdowns, less accountable government, and diminished security."
"History shows we end up doing more damage from the overreaction than from the original leak," according to Blanton.
Blanton reminded lawmakers that the Nixon administration had once considered firebombing the Brookings Institution building to destroy a copy of the Pentagon Papers, and that President Gerald Ford had vetoed the Freedom of Information Act in reaction to government leaks--only to be overruled by the U.S. Congress.
"The real danger of 'Wikimania' is that that we could revert to Cold War notions of secrecy, to the kind of stovepipes and compartments that left us blind before 9/11," Blanton said. He called on lawmakers to protect the First Amendment, rather than adopt a "Chinese model of state control" of information.
"Those voices who argue for a crackdown on leakers and publishers need to face the reality that their approach is fundamentally self-defeating because it will increase government secrecy, reduce our security, and actually encourage more leaks from the continued legitmacy crisis of the classification system," Blanton concluded.
16 de dezembro de 2010
Após renhida disputa, o Prémio Ensaio sobre a Cegueira 2010 vai para Esther Mucznick. Ver valor do prémio no fim.
Passado este tempo todo, Esther Mucznick,
ainda consegue escrever no "Público" de hoje:
«Haverá um antes e um depois do caso WikiLeaks?
Em minha opinião, sim. Não que Julien
Assange seja pioneiro na revelação de
segredos oficiais; nem tão poco pelo conteúdo
dos mesmos, os quais, como se tem visto
ao longo da difusão dos telegramas,
nada trazem de substancialmente novo,
nem de escandaloso».
ainda consegue escrever no "Público" de hoje:
«Haverá um antes e um depois do caso WikiLeaks?
Em minha opinião, sim. Não que Julien
Assange seja pioneiro na revelação de
segredos oficiais; nem tão poco pelo conteúdo
dos mesmos, os quais, como se tem visto
ao longo da difusão dos telegramas,
nada trazem de substancialmente novo,
nem de escandaloso».
Chega agora o emocionante momento de anunciar
que o Prémio Ensaio sobre a Cegueira 2010 consiste
em obrigar Esther Muznick a escrever 100 vezes
que o Prémio Ensaio sobre a Cegueira 2010 consiste
em obrigar Esther Muznick a escrever 100 vezes
num caderninho escolar a seguinte frase:
«Não quero ler, não quero ouvir,
não quero ver e não quero saber».
«Não quero ler, não quero ouvir,
não quero ver e não quero saber».
15 de dezembro de 2010
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