29 de novembro de 2010

Uma pequena e graciosa ajuda ao "Público" que está tão inquieto com a isenção da Wikileaks

Obrigado, como toda a imprensa mundial, a dar grande destaque às mais recentes revelações da Wikileaks, o «Público», em editorial, faz um esforço para compôr ou ajeitar o ramalhete. Com uma perspicácia digna de nota, aquele texto levanta a magna questão de que «a assimetria por detrás destas fugas não pode ser ignorada. Ficámos a conhecer os segredos dos EUA, mas será a Wikileaks capaz de nos revelar os segredos do Irão, da China ou de qualquer outro país ?». E como se isto já não bastasse conclui ainda :« Estará Julian Assange interessado em furar os segredos diplomáticos de Teerão, Pequim ou Berlim, ou será Washington o único alvo do australiano ? Neste caso, a transparência está a ser filtrada por uma intenção».





Perante esta prosa e estas preocupações do editorial do «Público», o que mais dá vontade é de perguntar se, por sistema, em matéria de divulgação de broncas, esquemas ou escândalos, o «Público» sempre faz esta exigência de diversificação de alvos. Por mim, não creio.

Depois, não estando dentro da cabeça do sr. Assange, há uma coisa que eu sei e que talvez possa ajudar o «Público»: é que,  no  mundo de hoje, e questões ecionómicas não mudam isso, só há uma super-potência e chama-se Estados Unidos da América, por sinal, o único país que está presente militarmente em quase todo o mundo e que mantém a ocupação de dois países estrangeiros, coisa que manifestamente não acontece com a China, como o Irão ou com a Alemanha.

Assange tem uma «intenção» ? É bem provável. E depois ? Também este editorial do «Público» a tem, ou não ?

28 de novembro de 2010

Falta saber se o FMI está pronto a governar com ele !

Para além do título deste «post» e da referência lateral a como é apropriada a colocação de mãos de Pedro Passos Coelho, o que eu hoje verdadeiramente quero é remar decidida e furiosamente contra a tumultuosa corrente que anda para aí a diabolizar o Fundo Monetário Internacional.

Na verdade, não sei o que se passa nestas cabecinhas pensadoras. Será que não sabem que, desde pelo menos há um ano ou mais, o FMI é dirigido pelo «camarada» do PS português, nem mais nem menos que o «socialista» francês Dominique Strauss-Kahn que, ainda há dias declarou, para grande sossego e alegria de todos nós, que o combate prioritário inha de ser pela «criação de empregos» ?

Bolas, há gente que nunca está contente ! Querem melhor garantia do que esta ?

26 de novembro de 2010

Não, naquela zona (duas Coreias), não ponho as mãos no fogo por ninguém, mas lembrei-me do "USS Maddox Incident". Sabem o que foi ?

Eu juro que não faço a mínima ideia se foram os norte-coreanos ou os sul-coreanos e os americanos (naquela altura em inocentes manobras navais na fronteira marítima com a Coreia do Norte) quem disparou primeiro na recente confrontação de artilharia registada entre os dois países.

Mas impressionou-me e achei extraordinário que, imediatamente, em Porugal e à escala universal, quase toda a gente desse por certo que tinha sido a Coreia do Norte.

E, então, lembrei-me de ter lido nalgum lado que, em Agosto de 1964, os EUA anunciaram ao mundo que o seu torpedeiro "USS Maddox" tinha sido atingido por torpedos lançados por navios do Vietname do Norte e que toda a imprensa americana e quase mundial deram de barato que assim era, que tinham sido os norte-vietnamitas a atacar a embarcação americana. O que deu muito jeito, porque Lyndon Johnson fez logo aprovar pelo Congresso uma poderosa intensificação do envolvimento militar dos EUA no Vietname.

O caso ficou conhecido como o "USS Maddox Incident" ou «Gulf of Tonkin Incident" (ler aqui). Anos mais tarde, investigações independentes e documentos divulgados pelo National Security Archive demonstraram sem margem para dúvidas que se tratou de uma montagem norte-americana de um  pretexto para aumentar a sua participação na guerra do Vietname.

Atenção: eu não juro por nada. Só aviso que, às vezes, demora a saber-se a verdade.

Acabo de ler no "Público" online este título: «Sócrates abre “diálogo social” por causa da crise». E também que esse «diálogo» é para assegurar o «crescimento económico» (comprometido por este Orçamento !). E, então, deixo só uma pergunta inocente: a desfaçatez, a hipocrisia e a fantochada não podem passar a pagar imposto ?.



Resumindo:

Com o PSD e através de não
sei quantos PEC's e do Orçamento,
Sócrates e o PS já decidiram
e impuseram tudo o que de mais
importante havia para decidir.
Agora vão dialogar
que se fartam.
Julgarão que somos estúpidos ?

25 de novembro de 2010

Dedicado à Helena Matos, ao Pedro Lomba e a tutti quanti acham que a greve geral praticamente foi só no sector público e que acham também que, em vez de greve geral, devia era haver uma guerra geral entre os diversos sectores de trabalhadores




Sim, queridos,
vocês têm carradas de razão.
Segue breve lista de
empresas, todas do
sector público
como se percebe logo
pelos nomes, onde houve
significativas adesões
à greve geral:


Autoeuropa
Setenave
Lisnave
Valor Ambiente
Gráfica Sacavenense
Rodoviária Alentejo
Cimianto
St. Gobain
Electrofer
Atlantic Ferries
Ferfor
Construções Vilaça & Pereira
Confetil (têxtil)
Bestoff ( ")
CelCat
Metal Sines
AP (Químicos)
Danone
Vista Alegre
Recipneus
Soflusa
Rodoviária de Lisboa
Brisa
Safires Services (limpeza)
Sapa Portugal
EDP
Inapal Metal
Christhian Dietz
Eurest
Climex
...

E sabem que mais ?

Não estou para me cansar mais
por vossa causa.
Se quiserem ler os nomes
de mais umas centenas

vão à página da greve geral
da CGTP.
Passar bem.

24 de novembro de 2010

A grandeza da greve geral e a pequenez de uma jornalista ainda nova mas mesquinha até mais não

Na mesma altura em que milhares de compatriotas seus faziam piquetes na greve geral e  centenas de milhares aderiam a esta magnífica jornada de luta, a jornalista Fernanda Cãncio  postava no seu blog - o «jugular» - um post apenas assim :

sede da cgtp intersindical nacional
f.


Claro, como é próprio dos cobardes, o post é elíptico e estupido mas dá para perceber que só pode ser querer ser ofensivo e  é velado mas dá para perceber que só pretender ser mesquinho. Em suma, em dia de greve geral, a senhora  jornalista Câncio dedicou-se ao tricot blogosférico nos termos que se vêem.

Sinceramente, uma vez sem exemplo,acho que a autora desta «gracinha» merece que a sua cara fique junto a ela. E, já agora, não f., mas f_ _ _- _ _ !

21 de novembro de 2010

Atenção, muita atenção: últimas exibições de um inesquecível tesourinho deprimente !


A não perder, de modo nenhum
aqui,
na segunda parte do Telejornal
de 20/11 da RTP,
dos 8,03 m. aos 10.30 m,
a memorável ilustração televisiva
do Ministro das Obras Públicas
e do respectivo secretário de Estado^
a repetirem linha por linha
o mesmo discurso,
para o mesmo Congresso
e para a mesma assistência.

A minha alma está parva, eles - PDS e CDS - são bons é na ficção ou se cá nevasse fazia-se cá ski


Entre o incrédulo, o aparvalhado e o boquiaberto, leio no Diário de Notícias que, numa sessão evocativa do 30º aniversário da morte de Sá Carneiro, conjuntamente promovida pelo PSD e pelo CDS em 4 de Dezembro, vai ser projectado um filme sobre como teria sido Portugal se o desastre de Camarate não tivesse ocorrido com as consequências mortais que se sabe. 
É claro que ainda é cedo para antever que carreira internacional estará destinada a este filme, presumindo eu que seja ao mesmo tempo um documentário e uma obra de ficção, mistura de géneros que só por si promete e que, se não fizer chegar a cinematografia portuguesa aos Óscares, talvez, pelo menos, eu possa escrever ao Robert Redford para o aceitar no prestigiado Festival de Sundance.

De qualquer forma, é nestas alturas que não devemos ser mauzinhos nem mesquinhos e antes devemos reconhecer que, se em Portugal há quem consiga fazer um filme com este script, então nem tudo está perdido.

É que, interpelado como teriam sido as coisas em Portugal se Sá Carneiro não tivesse morrido naquele funesto  dia, por mais  carradas de Ecstasy que me dessem, eu só conseguiria responder isto: se Sá Carneiro não tivesse falecido em 4 de Dezembro de 1980, estaria vivo... ou não.



18 de novembro de 2010

Nada do que de absurdo se tem passado é para esquecer, ouviram ?



Este vídeo documenta, para a  história da infâmia, da ilegalidade  e da prepotência em democracia, o momento em que, a mando da Câmara Municipal do Porto, era retirada  uma tela de apelo à greve geral da fachada do sede da União dos Sindicatos do Porto.
A somar a toda a série de desvarios que a imprensa tem atribuido às polícias (parece que ninguém se lembra que elas dependem do Ministro da Administração Interna e este de Sócrates) a pretexto da Cimeira da NATO, esta acção porventura de funcionários da Câmara ou da sua polícia municipal faz-me subir a mostarda ao nariz e, pura e simplesmente, acho que nada disto pode, depois da Cimeira ou da greve geral, ficar em banho maria.
A seu tempo, lá irei. Mas, para já, neste caso que o vídeo documenta, o que me importa, o que espero, o que desejo e o que quase exigo é que a União dos Sindicatos do Porto leve esta agressão e prepotência  muito a sério e leve os  responsáveis por elas a responder em tribunal.
Para além de todas as outras razões, porque o filme que está correndo mostra bem que «eles» onde acharem que é mole vão carregar mais.

Mineiras chilenas: fixem os seus rostos, é uma outra luta pela vida

No "Diário de Notícias" de hoje: « Mulheres inspiram-se nos mineiros para protestar contra a perda dos seus empregos. Estão em greve de fome.Se 33 homens conseguiram manter em suspenso um país e o mundo até serem resgatados das profundezas da mina de São José, no Chile, 33 mulheres esperam conseguir pelo menos chamar a atenção para os seus problemas. Na terça-feira, entraram como turistas na mina de carvão desactivada El Chiflón del Diablo, em Biobío. Após a visita guiada, informaram que não pretendem sair enquanto não forem ouvidas, e entraram em greve de fome.
Em causa está a perda de mais de 12 mil postos de trabalho, criados como parte de um programa de limpeza e reconstrução nas regiões de Biobío, O'Higgins e Maulo após o sismo de 27 de Fevereiro. O abalo, seguido de tsunami, devastou parte do litoral e das principais cidades do centro-sul do Chile, causando a morte a 521 pessoas e deixando prejuízos avaliados em 22 mil milhões de euros»(ler o resto aqui).

E, com todo o respeito pela diferença de situações,
não vejo motivo para que este assunto
não mereça também um vídeo assim:

17 de novembro de 2010

uma história magnífica que mete portuguesinhos valentes e que se poderia chamar «a revolta das couves»


Recebido por mail: «Em Várzea de Meruge, Seia, Serra da Estrela, a população cansou-se de pedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua.

Vai daí, decidiu plantar couves nos buracos... e agradecer ao presidente e ao seu padrinho em S.Bento.

Nunca a frase «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...»

Uma NATO sem fronteiras e Portugal com fronteira restabelecida

Este «post» destina-se apenas, a de forma muito curta, pôr em evidência um dos mistérios deste nosso tempo que, aliás, daria vontade de rir se não desse vontade de lacrimejar um pouco.

É que, como temos visto, por um lado, temos uma NATO que, mesmo com o seu actual «conceito estratégico» já se arroga o direito de intervir militarmente em qualquer parte do mundo, portanto, por cima de todas as fronteiras que são exteriores ao espaço geográfico onde nasceu (não esqueçamos que a coisa se chama North Atlantic Treaty Organization). Mas, para realizar uma Cimeira da NATO em Portugal, já é preciso restabelecer momentâneamente o controlo nas fronteiras portuguesas.

E, sequencialmente, temos asssim que o nosso amado país não tem fronteiras para controlar por exemplo a qualidade de alimentos importados mas já as tem por causa de uns difusos anarquistas armados até aos dentes de panfletos, estiletes e catanas (ai, a ressonância histórica desta palavra) size M.

Oram digam lá se não tem graça.