11 de novembro de 2010

Um nome que é todo um programa

Em tempos de pura e dura intoxicação ideológica em torno da crise, das suas causas e responsabilidades, não devemos desperdiçar nenhuma oportunidade para conhecer o trabalho de economistas e professores que, pelo mundo fora, a maior parte das vezes fora dos grandes holofotes mediáticos, dão firme combate às mistificações e sofismas dominantes.
É o caso do sítio  norte-americano saborosamente intitulado Post-Austistic Economics Review (nome escolhido a dedo para sublinhar o corte - ou autismo - entre os cursos de Economia e a realidade) que publica regularmente uma newsletter, de cujo nº 53 de Março deste ano destaco desde já o seguinte artigo de Richard Smith

Beyond growth or beyond capitalism?



Resumo do artigo:: Recent publications have revived interest in Herman Daly’s proposal for a Steady-State Economy. This paper argues, first, that the idea of a steady-state capitalism is based on untenable assumptions, starting with the assumption that growth is optional rather than built-into capitalism. I argue that irresistible and relentless pressures for growth are functions of the day-to-day requirements of capitalist reproduction in a competitive market, incumbent upon all but a few businesses, and that such pressures would prevail in any conceivable capitalism. Secondly, this paper takes issue with Professor Daly’s thesis, which also underpins his SSE model, that capitalist efficiency and resource allocation is the best we can come up with. I argue that this belief is misplaced and incompatible with an ecological economy, and therefore it undermines Daly’s own environmental goals. I conclude that since capitalist growth cannot be stopped, or even slowed, and since the market-driven growth is driving us toward collapse, ecological economists should abandon the fantasy of a steady-state capitalism and get on with the project figuring out what a post–capitalist economic democracy could look like.
 

10 de novembro de 2010

A cegueira como mestra e o ódio como bússola

Uma amiga chama-me agora a atenção para uma infame bojarda escrita há dias por um «blogueiro» que, em matéria de comunismo e de PCP, escreve sempre como se fosse uma avançadíssima cirrose a comandar-lhe a teclagem das palavras no computador.
Na verdade, o sujeito, como é direito que ninguém lhe nega, decidiu foguetear efusivamente o que comummente se chama a «queda do Muro de Berlim»  (até o próprio parece reconhecer que, do ponto de vista físico, foi um responsável da RDA que mandou abrir os portões para as pessoas passarem e não o muro que foi derrubado), despejando no final esta peróla em que, por sinal, se confundem desejos com realidades: « Esse terá sido, de facto, em 9 de Novembro de 1989, “o momento” da morte do comunismo, pela falência desse projecto em todas as partes em que foi ou ainda é seguido e de que hoje, como adeptos na Europa, restam os "souvenirs" do comerciante berlinense na segunda foto, o marxismo-leninismo de sociedade recreativa género saudade leninista patriótico-lusitana do tipo "Jerónimo & Xico Lopes" e pouco mais».
Sobre a questão de fundo, hoje não vou ocupar-me dela, a não ser para lembrar que já vi várias vezes, naqueles canais de cabo de que nunca nos lembramos qual foi, um documentário que mistura imagens e declarações da época com declarações posteriores dos mesmos protagonistas (designadamente opositores internos do regime da RDA) e uma coisa vos posso garantir: naqueles tempos que precederam a «queda do murro» e naquele documentário ninguém falava em "reunificação" (e muito menos na real anexação que veio a acontecer) ou em restauração do capitalismo  e a tónica dominante dos discursos e aspirações era de «democratização» e «renovação do socialismo» naquela República distinta da então  RFA.
Não, o que queria classificar como politicamente abjecto e como tresandando a puro ódio
é aquela referência  ao « marxismo-leninismo de sociedade recreativa género saudade leninista patriótico-lusitana do tipo "Jerónimo & Xico Lopes"».


É claro que nunca saberemos o que o «blogueiro» em questão terá contra as sociedades recreativas embora se saiba que têm a idade suficiente (bastante mais do que eu) para saber como essas sociedades até foram, em muitos casos, núcleos importantes das redes da resistência antifascista.
Mas, tirando isto, não é díficil perceber que este por sinal deslumbrado apoiante de Alegre não conseguiu disfarçar a sua costeleta de classe e que a referência à sociedade recreativa é  filha directa de um mal disfarçado desprezo pelas origens sociais de Jerónimo de Sousa e de Francisco Lopes.
Tivessem os dois andado pelas associações de estudantes do ensino superior e não haveria piadas deste género, ou seja, é  mesmo o espirito de classe (ba burguesia «ilustrada») a falar como um livro aberto.
Mas o que mais impressiona é que gente deste quilate do que mais gosta é de afirmar e sentenciar e não de demonstrar ou justificar.
Porque eu gostava de saber o que é isto do «marxismo-leninismo de sociedade recreativa» aplicado ao PCP, isto é, aplicado a um partido do qual de pode discordar profundamente mas que não se pode negar que tem um incomparável património de acção e de reflexão sobre os problemas nacionais que, aliás, graças à internet, está hoje acessível a todos os que se interessarem e não quiserem ficar pela preguiça dos «clichés» e do cuspo visceralmente anticomunista.
No meio disto tudo, há porém uma coisa que me faz felizé que  tipinhos como este, como querem continuar a parecer de esquerda, volta não volta, lá estão ou a formular observações críticas semelhantes às do PCP ou então a apoiar lutas, formas de luta e causas que não teriam a importância e o impacto que têm se a elas o PCP e os comunistas portugueses, de forma pública ou não-pública, não lhes consagrassem o melhor das suas energias.

6 de novembro de 2010

À atenção das Câncios, dos Serras Pereiras, Tunes e Cª para quem a China é agora o «império do mal»

Exclusivamente a título de informação
sobre dados sistematicamente ocultados
pelos doentes políticos com a China,
e sem com isto querer dizer nada
para além do que os dados do recente
Relatório sobre Desenvolvimento
Humano da ONU
, proponho
uma interessante comparação entre
dois colossos em termos populacionais:
a tão falada China
e a tão esquecida India.




População :
China - 1.350 milhões
India - 1.130 milhões

Posição no ranking de IDH
China - 89º
 India - 119º

Índice de pobreza
multidimensional
(contagem de pessoas %- 2000/2008)
 China - 12,5
  India  - 55,4 

População abaixo do limiar
de pobreza
China -  15,9%
 India -  41,6%

População com pelo menos
ensino secundário 
 China - M. 54,8% H. 70,4%
India - M. 20,6% H. 50,4%
 Taxa de mortalidade materna
China -    45
 India  -  450

Média de anos de escolaridade
China - 7,5 
India  - 4,4

Rendimento Nacional Bruto
per capita (PPC em USD 2008)
China - 7,258
   India - 3,337 



Esperança de vida à nascença
China - 73,3 anos 
 India - 64,4 anos

and so on...

E agora só fico a aguardar
que aqueles defensores
do capitalismo que são tão expeditos
a carregar sobre os ombros
dos comunistas portugueses
as responsabilidades sobre tudo
o que aconteceu ou acontece a
milhares de quilómetros de distância,
assumam eles a sua responsabilidade
pelos tristes indicadores da
capitalista India por
comparação com a malvada
China Popular.
Vamos a isso, minhas senhoras
e meus senhores.
Não se atrasem.

5 de novembro de 2010

E se os enojados com a advogada egípcia se enojassem com o caso de Mordechai Vanunu

Para o caso de os ilustres bloggers em causa não saberem quem é, basta esta entrada da Wikipédia: « Mordechai Vanunu , nascido em 13 de outubro de 1954, e também conhecido pelo seu nome de batismo, John Crossman, é um ex-técnico nuclear israelense que revelou detalhes do programa nuclear do Estado de Israel para a imprensa britânica em 1986. Logo depois, foi raptado em Roma por agentes do serviço secreto israelense (Mossad), e levado de volta a Israel, onde foi julgado e condenado por traição.
Mordechai Vanunu permaneceu preso por 18 anos, sendo mais de 11 deles em prisão solitária. Vanunu foi solto em 2004, porém ainda sujeito a uma série de restrições de comunicação e movimento. Desde então Vanunu já foi preso por diversas vezes, acusado de não respeitar tais restrições. Em março de 2005, foi citado por 21 acusações de "contravenção à ordem legal", num máximo de 2 anos de prisão por acusação, e desde então espera pelo julgamento em liberdade. Os procedimentos legais estão em andamento, assim como o recurso de Vanunu, que espera ser julgado pela Suprema Corte Israelense.»



E mais. Senhores e senhoras
bloggers enojados: se quiserem
saber mais, a página de
Mordechai Vanunu está
aqui
.

4 de novembro de 2010

ai tão enojados que eles estão !

No jugular Shyznogud  fala de «asco» e no vias de facto Miguel Cardina fala de «nojo» a propósito de um video em que uma advogada egipcia faz alegadamente a defesa da violação de mulheres israelitas como forma de resistência.
Em termos de rigor, começa por ser necessário esclarecer que os ilustres bloggers foram induzidos em erro pelo título do vídeo que diz que ela «sugere violação de mulheres israelitas» quando, na verdade, ela declara aos 1.19 minutos  que «os combatentes árabes não iniciariam tal coisa já que os seus valores morais são muito mais nobres». O que advogada de facto diz, e isso é sem sombra de dúvida condenável e reprovável, para além de promover o assédio sexual como forma de luta,  é que se isso acontecesse às mulheres israelitas não era mal feito porque, nas suas palavras, os israelitas violam a terra dos palestinianos.
Em resumo, lamentar ou condenar uma tal ideia é uma coisa e outra, bastante excessiva, tendo em conta o que a advogada de facto diz, é criar um grande escândalo e usar palavras como «nojo» e asco».
E permanece um interessante mistério saber porque é que estes bloggers resolveram dar tanta importância a estas declarações de uma desconhecida advogada egípcia quando não me lembro que alguma vez tenham colocado nos seus blogues vídeos com afirmações terroristas daquele Avigor Liebeman, ou lá como se chama, que é político israelita de extrema-direita e até foi ou ainda é ministro. E que também nunca tenha visto nestes blogues nenhum vídeo com aquelas muito tolerantes e sensatas palavras que os construtores judeus de novos colonatos costumam debitar.

Mas o mais engraçado, ou talvez o mais triste, é que noutra ocasião qualquer estes enojados bloggers até são capazes de se referir às décadas de sofrimento e humilhação que os palestinianos e os árabes levam sobre os ombros por parte do sionismo. Mas não são capazes de perceber (não se trata  de justificar ou absolver), que certos excessos verbais (e outros radicalismos bem mais mortíferos) são filhos dessa mesma prolongada humilhação.


1 de novembro de 2010

Uma terrível pergunta apontada às consciências de todos nós

Mesmo admitindo que fosse inteiramente credível a sondagem da Católica hoje publicada no JN e admitindo que seria  fidedigno o dado revelado que só 7% dos contratados a prazo ou a termo se disporiam a fazer a greve geral (em considerável diferença com outros trabalhadores), então a grande, devastadora e incontornável pergunta, apontada às consciências de cada um de nós, que se impunha, é


30 de outubro de 2010

Paulo Varela Gomes e o passo seguinte

Hoje, também no "Público" volta ao tema, regista as imensas cartas  de apoio que recebeu, até aqui nada demais,  mas sobretudo dá um grave passo que, bem vistas as coisas, não era díficil prever viesse a seguir à declaração acima citada. 
Com efeito, depois de perguntar «o que é a oposição», Paulo Varela Gomes responde ele próprio (sublinhados meus, outra vez): «O CDS já esteve no poder algumas vezes.  A esquerda parlamentar tornou-se a esquerda mansa e respeitável das «alternativas e das «propostas», talvez convencida de que parecendo ter  «soluções», ganha votos, e de que esses votos a aproximam um centímetro que seja do poder.  É uma  esquerda que acabou tão identificada com o regime que parece ter-se esquecido de que o seu lugar tradicional é na rua , e a sua atitude histórica é a do confronto».
Aqui chegado, torna-se para mim  absolutamente evidente  e cristalino que o radicalismo emocional e desesperado da primeira citação estava mesmo a exigir a amálgama injusta e desonesta entre partidos  e sobretudo uma falsificação de todo o tamanho sobre as orientações e concepções do PCP sobre o qual faltará saber se já não terá havido tempos anteriores em que Paulo Varela Gomes o terá considerado um mero partido de protesto, tribunício e de agitação social.
Dito isto, não vejo espanto nenhum que Paulo Varela Gomes tenha recebido muitas cartas de apoio. Em situações económicas e sociais como as que se vivem apelar ao grito de alma individual e  ao radicalismo verbal mas inconsequente é fácil, não exige muito e dá certamente muitas cartas recebidas.
E, sobretudo, o que me parece imperdoável é este amesquinhamento por Paulo Varela Gomes das forças e corpos de convicções que, de facto, são indispensáveis para a mudança e a ruptura necessárias.
Além do mais, Paulo Varela Gomes que desculpe qualquer coisinha, mas eu, sendo favorável a um imenso alargamento da base social da luta contra esta política ( e designadamente com vista à greve geral de  24/11), não confio propriamente na chamada «classe média» como principal força propulsora da luta pois é historicamente conhecida a volatilidade dos seus humores e a inconstância dos seus objectivos políticos.

26 de outubro de 2010

O Cubana Flight 455, Posada Carriles, Yoanni Sanchez e direitos humanos

Cubana Flight 455
(segundo Wikipédia)

Le Vol Cubana 455 était un Douglas DC-8 appartenant à la compagnie aérienne Cubana et qui explosa en plein vol le 6 octobre 1976 cinq minutes après avoir décollé de la Barbade, dans un attentat commis par l'anti-castriste Luis Posada Carriles. L'explosion causa 73 morts.
Des documents de la CIA rendus publics en 2005 ont montré que l'agence de renseignement américaine avait été informée[1] que Posada préparait une attaque contre un avion cubain, sans qu'elle participe pourtant à l'élaboration de ce projet[2].
Quatre personnes ont été arrêtées suite à l'acte terroriste : Freddy Lugo et Hernan Ricardo Lozano, condamnés à 20 ans de prison ; Orlando Bosch, acquitté en raison d'irrégularités techniques dans la présentation des preuves contre lui (non-traduction en espagnol des documents apportés). Il a été libéré après onze années de détention provisoire, le gouvernement vénézuélien n'ayant pas épuisé toutes les possibilités d'appel, et vit aujourd'hui à Miami) ; Luis Posada Carriles, qui s'échappa de prison et se trouve actuellement aux États-Unis.
Parmi les victimes se trouvaient notamment les 24 membres de l'équipe cubaine d'escrime de 1975 (qui venait de remporter les championnats d'Amérique centrale et des Caraïbes), ainsi que diverses personnalités politiques cubaines (dont Manuel Permuy Hernández, directeur de l'INDER, Institut National des Sports; Jorge de la Nuez Suárez, secrétaire en charge de la pêche à la crevette ; Alfonso González, Commissaire national des sports à arme à feu; ainsi que Domingo Chacón Coello, fonctionnaire du ministère de l'Intérieur), cinq officiels de Corée du Nord ainsi qu'un caméraman coréen.
Lugo et Luzano ont été libérés en 1993 et résident désormais au Venezuela.



Passagem sobre este assunto
da entrevista (de muito proveitosa
leitura) de Yoanni Sanchez
ao jornalista francês Salm Lamrani
 
SL - O que acha de Luis Posada Carriles, ex-agente da CIA responsável por numerosos crimes em Cuba e a quem os Estados Unidos recusam-se a julgar?
YS - É um tema político que não interessa às pessoas. É uma cortina de fumaça.
SL - Interessa, pelo menos, aos parentes das vítimas. Qual é seu ponto de vista a respeito?
YS - Não gosto de ações violentas.

25 de outubro de 2010

Tunes, Yonni Sanchez, Fariñas e uma comparação

Um dos maiores tunantes da blogosfera nacional, talvez a maior câmara de eco nacional da blogger cubana Yoanni Sanchez oferece-nos hoje aqui a última crónica da jovem dama que, surprise, é dedicada à atribuição do Prémio Sakharov ao seu compatriota Guillermo Fariñas.

Acontece que, lá para o fim do texto, referindo-se a Fariñas, Y. Sanchez atribui-lhe «Uma lhaneza que nem os microfones de todos os jornalistas que o entrevistaram nestes dias, nem as luzes das câmaras conseguiram mudar.»

Resolvi tirar-me das minhas tamanquinhas e perguntar ao meu pai que foi um combativo resistente antifascista se, no tempo do fascismo, as pesonalidades da oposição democrática também davam muitas entrevistas a jornalistas estrangeiros.

De sobrolho carregado e a estranhar o porquê agora da pergunta, respondeu-me em curto duas coisas:

- uma é que os jornalistas estrangeiros, salvo alguma honrosa excepção, nunca mostraram particular interesse por entrevistarem nem mesmo as figuras mais destacadas, e na legalidade, da oposição democrática;

- e a outra é que, ainda que assim não fosse, seria completamente impensável que a PIDE consentisse qualquer corropio de jornalistas e de câmaras de televisão erstrangeiras na residência de qualquer dessas personalidades democráticas portuguesas.

Moral da história:  em regime de self-service.

24 de outubro de 2010

E porque não para a guerrilha já e em força ?


Esta rapaziada sabe perfeitamente que não há nenhumas condições objectivas e subjectivas para que atitudes deste tipo possam ser seguidas por centenas de milhar de trabalhadores e cidadãos portugueses, sobretudo quando se sabe que, para a maioria, até a perda de salário por um dia de greve faz diferença no quadro de aperto e aflição económica em que vivem, para já não falar do milhão de precários.

Assim sendo, o que parece é que entrámos no campeonato do radicalismo e que há quem escreva e apoie estas coisas só para ficar na fotografia como o mais teso, o mais firme, o mais corajoso, o mais radical e o mais revolucionário.

Não queria ficar mal nesta fotografia. E, por isso, aqui anuncio que, por mim, até estou disposto a iniciar a guerrilha na Serra da Estrela, inspirado na percursora Helena Matos nos idos de 1975. O bom do Paulo Varela Gomes e o menos bom do Miguel Serras Pereira podem inscrever-se através do telefone móvel 962 345 989.

Para ilustração dos blogues para quem a Colômbia se resume a Ingrid Bettancourt, Clara Rojas ou reféns das FARC

The United States vs. Rito Alejo del Río
Ambassador Cited Accused Colombian General's Reliance on Death Squads
"Systematic" Support of Paramilitaries "Pivotal to his Military Success"
Infamous General a "Not-So-Success" Story of U.S. Military Training
National Security Archive Electronic Briefing Book No. 327
Posted - September 29, 2010 no sítio do National Security Archive





Washington, D.C., September 29, 2010 - The U.S. ambassador to Colombia reported in 1998 that the "systematic arming and equipping of aggressive regional paramilitaries" was "pivotal" to the military success of Gen. Rito Alejo del Río Rojas, now on trial for murder and collaboration with paramilitary death squads while commander of a key army unit in northern Colombia.
The Secret "Biographic Note" from Ambassador Curtis Kamman is one of several documents published today by the National Security Archive pertaining to Del Río, whose trial resumes this month after years of impunity and delay. The documents are also the subject of an article published today in Spanish at VerdadAbierta.com, the leading online gateway for information on paramilitarism in Colombia. The article was also published in English today on the Web site of the National Security Archive.
"The collection is a unique and potentially valuable source of evidence in the case against Del Río, reflecting years of reports linking the senior army commander to paramilitarism," said Michael Evans, director of the Archive's Colombia Documentation Project. "As Del Río's trial resumes, the court should examine the contemporaneous accounts of U.S. officials who were required by law to monitor and certify Colombia's human rights performance."
Other revelations include:
  • The U.S. embassy takes a favorable view of Col. Carlos Alfonso Velásquez, who called for an investigation of Del Río's ties to paramilitary groups, noting that his statements "add credibility to our human rights report."
  • A report on a conversation with Col. Velásquez, who told U.S. military officials that cooperation with paramilitaries "had gotten much worse under Del Río."
  • Documents reporting conspicuous increases in anti-paramilitary operations after Del Río's transfer out of northern Colombia. The embassy said it was "more than coincidental that the recent anti-paramilitary actions have all taken place since the departure from northern Colombia of military personnel believed to favor paramilitaries."
  • The embassy notes a disturbing instance of possible military-paramilitary complicity in a paramilitary attack outside Bogotá just weeks after Del Río took command of the nearby military brigade.
  • The shifting U.S. opinion about Del Río is clearly evident in two U.S. military reports from early 1998. In the first, Del Río, who attended the U.S. Army School of the Americas, is lauded as a U.S. military training "success story." But a second, corrected, report from March 1998 lists Del Río instead as a "not-so-success" story, citing his alleged paramilitary ties.
Transcrito isto, nenhuma ilusão me assalta.
A Colômbia continuará a ser um
dos assuntos que melhor exprime
uma «defesa dos direitos humanos»
feita por muitos blogues mas
marcada por uma geografia variável.

23 de outubro de 2010

O que o água lisa, o vias de facto, o brumas, o jugular e companhia nunca vos contarão


Los medios tapan el “ridículo Twitter” de Yoani Sánchez

22 Octubre 2010 Por José Manzaneda,
coordinador de Cubainformacion


El pasado 5 de octubre, decenas de medios internacionales de prensa, entre ellos varias importantes agencias de noticias, recogían que la bloguera cubana Yoani Sánchez había denunciado el supuesto bloqueo, por parte del gobierno cubano, del sistema de mensajes mediante teléfono celular a la red social Twitter (1).
En varias de las notas, se incluía -como opinión cualificada- la denuncia en el mismo sentido de Tomás Bilbao, director del grupo de estudios “Cuba Study Group”, con sede en Washington, que comparaba la situación con la producida en Irán durante la llamada “revolución verde” (2). Ninguno de los medios, eso sí, mencionaban el detalle de que el citado Bilbao es un ex alto funcionario del gobierno de George Bush (3).
Días después, el gobierno cubano calificaba de “calumnia” la acusación de que estuviera limitando el acceso a las redes sociales en Internet (4).
Y finalmente, en un escueto comunicado, era la propia empresa Twitter quien aclaraba que ellos habían cortado el servicio (5).
Desde numerosos países del mundo, se pueden enviar, desde un teléfono móvil, mensajes para ser publicados en la red social Twitter, con solo marcar un número de 4 o 5 cifras (6). Estos mensajes son gratuitos, gracias a acuerdos existentes entre Twitter y diferentes compañías de telefonía. Pero en Cuba esto se complica debido al bloqueo de EEUU. Al estar prohibido cualquier acuerdo de la estadounidense Twitter con la telefónica cubana ETECSA, para enviar dichos mensajes desde Cuba se debe marcar un largo número de 12 cifras y además, pagar 1,20 dólares por mensaje, algo prohibitivo para los internautas cubanos que, al contrario que no estén, como Yoani Sánchez, financiados desde el exterior.
Unos días después, sin mayor explicación, Twitter anunciaba la reanudación del citado servicio en Cuba (7). Los medios de comunicación que acusan continuamente al gobierno cubano de ejercer el secretismo en la información, ni se molestaron en investigar qué había detrás del misterioso comunicado de Twitter, en el que la empresa justificaba la desconexión temporal del servicio indicando que habían “deshabilitado códigos ‘largos’ hasta saber más del uso de estos números”. Ningún medio de comunicación se molestó en dirigirse a Twitter para aclarar este turbio asunto.
Este caso es una muestra más del mensaje cínico acerca de la situación de Internet en Cuba (8). Mientras el bloqueo impide a la Isla la conexión a los cables de fibra óptica y reduce a un mínimo ridículo el ancho de banda de Internet para toda la población del país, el gobierno que lo impone, con la complicidad de los grandes medios y de un pequeño grupo de blogueros cubanos sostenidos por ambos, extienen por el mundo la idea de que es el gobierno cubano quien cierra Internet a su ciudadanía (9).
De nuevo la víctima se convierte en verdugo gracias al monopolio de la información. Mientras, los días pasan y los medios tapan con el silencio y nuevas mentiras contra Cuba este nuevo “ridículo Twitter” de la bloguera Yoani Sánchez.